Após mais de 15 dias de expedição em Benin, os estudantes de Medicina e professores da Universidade Salvador (UNIFACS) que fizeram parte da 2ª Missão África retornaram à Bahia. Com a marca de mais de 5 mil atendimentos, a iniciativa levou serviços de saúde, pequenas cirurgias e medicamentos para cinco diferentes vilarejos das cidades de Adjarra e Ganvie.
Além de visitas domiciliares voltadas à população incapacitada de deslocamento, no mês de fevereiro, os baianos contribuíram para a realização de atendimentos e procedimentos cirúrgicos no hospital Centre de Santé de Adjarra. Os missionários ainda ofereceram consultas e orientações em um centro de tratamento para pacientes com problemas de saúde mental.
Manuella Almeida, uma das participantes e estudante do 11º semestre do curso de Medicina da UNIFACS, conta que os dias no quinto país mais pobre do continente africano trouxeram grandes experiências acadêmicas e pessoais. “A maior lição que aprendi é que ser médico é mais do que combater e tratar doenças, é enxergar a vida em meio a dor. É reconhecer a dignidade mesmo na escassez. Entre a poeira e o calor intenso dos locais de atendimento debaixo de árvores, entendi que a Medicina não é apenas a técnica, mas a presença. Não é apenas o alívio, mas a humanidade”, afirma.
De acordo com a Inspirali, principal ecossistema de educação médica do país e idealizadora do projeto que coloca a medicina humanizada como atividade prática e de extensão universitária ao currículo dos futuros médicos, 41 brasileiros partiram para a jornada. Os alunos, egressos e docentes atuaram em diversos casos, sendo a maioria relacionados a doenças tropicais típicas do subdesenvolvimento local. Em Benin, a mortalidade infantil chega a quase 50% no primeiro ano de vida e a expectativa de vida é, em média, de 58 anos.
“É muito provável que seja o único atendimento que essas pessoas vão ter ao longo da sua vida, pois não têm acesso à medicina gratuita. Muitas enfermidades poderiam ser solucionadas com uma boa alimentação ou o simples ato de beber água, mas lá a população não possui estes recursos básicos”, relata Rodrigo Dias Nunes, diretor de Extensão Curricular, Extra-curricular e Travessia Humanitária da Inspirali.
Durante a imersão, cada estudante teve em mãos um tablet com prontuário eletrônico. As informações registradas irão compor um banco de dados dos pacientes e, posteriormente, serão apresentadas como modelo para o governo beninense. O objetivo é auxiliar na estratégia de implementação de um Programa de Medicina de Família e Comunidade.
Sobre a Inspirali
Criada em 2019, a Inspirali atua na gestão de escolas médicas do Ecossistema Ânima. É uma das principais empresas de ensino superior de Medicina no Brasil, com mais de 13 mil alunos e 15 instituições – localizadas em capitais como São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Florianópolis e Natal – e importantes centros de desenvolvimento do país, como Piracicaba (SP), São José dos Campos (SP), Cubatão (SP), Tubarão (SC), Vespasiano (MG), Irecê̂ (BA), Jacobina (BA), Guanambi (BA), Brumado (BA) e Tucuruí (PA).
As graduações em Medicina seguem modelo acadêmico reconhecido entre os mais inovadores do mundo e pensado para formar profissionais de alta performance com uma visão integral do ser humano. O portfólio da Inspirali contempla também cursos livres e especializações focados na medicina integrativa e aborda temas relevantes no cenário global, a exemplo da pós-graduação em cannabis medicinal, primeiro curso na área certificado pelo Ministério da Educação (MEC). A aprendizagem digital ativa oferece recursos tecnológicos (robôs de alta fidelidade e realidade virtual e aumentada MedRoom) e apoio socioemocional, assim como as atividades práticas e o acompanhamento personalizado.