Bahia

VALENTE VAI REPICAR OS SINOS PELOS 100 ANOS DO EX-PREFEITO NENENZINHO

Comorações acontecem em 21 de abril na cidade de Valente
Tasso Franco ,  Salvador | 02/04/2025 às 12:52
Comorações acontecem em 21 de abril na cidade de Valente
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  Em 2008 publicamos neste BJÁ o lançamento do livro do empresário e ex-prefeito de Valente João José de Oliveira, mais conhecido como Nenenzinho, "Contando 40 Contos", quatro dezenas de textos sobre assuntos diversos e que traduzem seu olhar sobre o homem e a paisagem da região sisaleira. O lançamento, de fato, aconteceu em abril de 2009, no Centro Espanhol de Salvador, e eu estava lá.

  Pois, no dia 21 de abril próximo, a cidade de Valente estará em festa para comemorar os 100 anos de Nenenzino com missa de ação de graças na igreja matriz e almoço no Rancho Restaurante e, é claro, foguetório, a familia reunida, os amigos e a comunidade de Valente.  

  Nenenzinho é o pai do conselheiro do TCU e ex-deputado federal Aroldo Cedraz e dos Cedrazes empresários de vários segmentos que atuam na RMS.

 Segundo o ex-governado do Estado da Bahia, Roberto Santos, no prefácio, trata-se de “um livro escrito com o coração”. “A começar pela história da vida do próprio autor, quando, de um começo de vida muito difícil, progrediu até tornar-se proprietário de extensas áreas de terra e de importantes rebanhos de pecuária bovina, ovina e caprina. Não esconde ele, porém, as lutas enfrentadas nas primeiras décadas de sua existência, ao escolher para título da apresentação do livro, de sua própria autoria, as seguintes palavras: ´De pobreza ninguém me ensina nada´.”.

  Dividido em sete partes, a primeira intitulada Bonifácio com oito contos. Tiro ao alvo, A mula preta, Convenção do sisal, É no encher do úbere ou no secar do leite, Festa de barraca, Manha em burro, Mulher mata mesmo e Tempo de vacinar. A segunda parte o tema predominante é a morte com personagens populares como Antonio do Inferno (e sua história fantástica) e Tio Moura (contador de façanhas e de estórias de almas do outro mundo). Do coração é a terceira parte, voltada para os contos de amor; de mãe, de filha, de Dingo e Lindika, de pai, entre outros.

  Os contos relacionados ao trabalho são completados com histórias sobre as lidas com o gado, importante fonte de receita para os habitantes da região. A fama das cobras justificando as mortes constantes do gado, a predadora muçurana, o dente de Arnor, o gago Sinhozinho Cordoeiro e o garoto Luiz. Relembra a simplicidade e beleza das mulheres, os carrapatos de fulano, entre outros são registrados na quinta parte dedicada a mulher. A figura de Celino Gaia às voltas com a estiagem, a raça Santa Inês, dos conselhos de fazendeiros: Terra é massapê, Cavalo é Mangalarga Marchador, Boi é Nelore, Jumento é Pêga, Bode é Anglo Nubiano, Carneiro é Dorper, Cachorro é Pinscher, Galinha é Legorne, Trator é Caterpillar, Caminhão é Mercedes, Madeira é Aroeira, Manga é Espada. E mulher é Mariá. “Tudo tem que saber fazer e usar, não saia dessa”, ensina. (TF)