Cultura

MODELOS OCUPAÇÕES DE ESPAÇOS NO CARNAVAL E A REALIDADE SOCIAL BAIANA

Entra ano e passa ano e a realidade social é a mesma e as diferenças se aprofundam
Tasso Franco , da redação em Salvador | 05/02/2026 às 11:34
Dois modelos distintos
Foto: BJÁ
  O Carnaval de Salvador ainda não começou, mas, já mostra duas ou mais realidades sociais bem distintas como se pode ver na foto: a dos ambulantes que vão comercializar bebidas e petiscos durante a festa e a dos camarotes de Ondina com estruturas enormes cujo ingresso, em média para um folião (ou foliã) custa R$1 mil ou mais reais por noite, incluindo direito aos shows internos e algunas bebidas e petiscos. Há um camarote, inclusive, que por noite o acesso custra R$4 mil.

   Essa é uma realidade que se vê todo ano e não se altera. Pelo contrrário, se aprofunda e a cada ano o número de ambulantes cresce entre credenciados e não credenciados. Salvador é uma cidade pobre com oportunidades de trabalho limitadas para o pessoal da baixa renda, cuja qualificação profissional - via de regra - é também baixa. E, num momento como o Carnaval, uma quantidade enorme de pessoas vê a possibilidade real de ganhar um pouco mais de dinheiro. 

  E as desigualdaes afloram como se pode ver na foto. O ambulante carrega seu material de trabalho nas costas ou empurra em carrinhos num esforço físico enorme e acampa no local que vai trabalhar, isso porque, se não acampar, outro toma o seu lugar. É, portanto, também uma corrida contra o tempo, pois, oficialmente, o pré-carnaval só começla no sábado, porém, desde o inicio desta semana, 2, eles já estão a postos.

  Essa é uma realidade que acompanhamos no Carnaval de Salvador há décadas e não muda (nem vai mudar) mesmo com a implantação de muitos projetos sociais e de amparo a essas pessoas.