O Pólo Industrial de Camaçari vai criar agendas para debater sobre seus trinta anos de existência. A informação foi dada hoje na visita que a Comissão de Infra-estrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da Assembléia Legislativa da Bahia, presidida pelo deputado Júnior Magalhães, fez ao complexo.
Conforme o vice-presidente do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Confic), Manoel Carnaúba, mais que comemorações, há questões que precisam ser debatidas com urgência.
Com faturamento que chega a R$ 15 bi por ano, representando 30% do PIB estadual, geração 15 mil empregos diretos e 20 mil indiretos, 60 empresas químicas e petroquímicas, o Pólo ainda possui infra-estrutura semelhante da de trinta anos atrás.
Entre os problemas citados estiveram falta de segurança, falta de mão de obra especializada, logística e infra-estrutura, "Há uma disparidade entre as necessidades industriais e o currículo das universidades, precisamos aproximar a academia da indústria. Além disso, a gente não consegue circular. As rodovias estão saturadas, é um inferno. E há problemas de segurança. Já tivemos colegas seqüestrados aqui", disse Carnaúba.
DISCUSSÕES
Para se discutir sobre o tema foram criados sete grupos de trabalho com representantes do governo, universidades, indústrias, terceiro setor, entre outros. Serão agendas técnicas, empresariais e de sustentabilidade sociocultural. As primeiras reuniões aconteceram em outubro, mas estão programados whorkshops até o final do ano.
Conforme Carnaúba entre os temas a serem discutidos estão o plano diretor do complexo, pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológicas, expansão e diversificação industriais e oportunidades de investimentos.
Para o presidente da Comissão de Infra-estrutura desenvolvimento econômico e turismo, Júnior Magalhães, a reunião foi essencial para aproximar os parlamentares do tema. Para ele é importante que a Assembléia esteja próxima da iniciativa privada para acompanhar as discussões.
"Reconhecemos a importância do Pólo Petroquímico para a economia Baiana. A Bahia é a potência industrial do Nordeste, não podemos perder isso de foco. É preciso acelerar as discussões sobre oferta de matéria-prima, iluminação, questões tributárias, entre outras. Queremos comemorar as conquistas do pólo, mas também queremos participar dos próximos desafios", disse Magalhães.