Economia

GOVERNO DE SÃO PAULO ADOTA MODELO DE GESTÃO SUGERIDO PELO IAF A BAHIA

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| 03/03/2009 às 10:28
O governador de São Paulo, José Serra, apresentou na última quinta feira, dia 12 de fevereiro, um conjunto de medidas de estímulo à atividade econômica, como forma de enfrentar a crise financeira que se alastra de forma globalizada.

A proposta, basicamente composta de cinco grandes eixos de ações governamentais, compreende a manutenção dos investimentos públicos, garantias de investimentos para o setor privado, apoio às micro e pequenas empresas, expansão do crédito e geração e manutenção dos postos de trabalho.


O programa que implica até mesmo a antecipação de investimentos do Estado, com aplicação de recursos na casa de R$ 20 bilhões, garantindo a manutenção de 858 mil empregos no Estado de São Paulo, surpreendeu alguns governadores por representar uma política audaciosa frente à crise mundial.


Aqui na Bahia, no entanto, a proposta causou uma reação inusitada perante os deputados que compareceram à sessão desta segunda feira na ALBA, tal a semelhança com o conjunto de medidas proposto pelo Instituto dos Auditores Fiscais da Bahia, o IAF Sindical.


CONTIGENCIAR

A adoção de uma política Keynesiana, representada pela manutenção dos investimentos públicos, garantia dos investimentos privados, incentivo e apoio às micro e pequenas empresas, e, sobretudo, a geração e manutenção dos postos de trabalhos, foram medidas sugeridas em entrevista exclusiva ao Bahia Já, pelo Diretor de Assuntos Parlamentares do IAF, o Auditor Maurício Ferreira, que na ocasião criticou a adoção do contingenciamento do custeio como única alternativa sugerida pela equipe do governo para o enfrentamento da crise.


Na ocasião, o sindicalista declarou que "A adoção de um modelo representado pela manutenção dos investimentos públicos e incentivos à produção e ao consumo, seria a alternativa mais acertada para um momento de aceleração negativa da economia, e a prática de contingenciamentos de despesas essenciais, como alternativa isolada,  não se revela ser a mais apropriada para o momento".


O mais curioso disso tudo é que o IAF Sindical, apesar de estar discordando da atual equipe da Fazenda quanto da apresentação do PL 17.713/2008, desde que tomou conhecimento do anúncio do contingenciamento de 600 milhões nos gastos do governo, se colocou à disposição para elaboração de um projeto de enfrentamento da crise e da desaceleração da arrecadação do estado, demonstrando que o interesse público deve prevalecer nas relações institucionais.


ATENÇÃO

O certo é que a equipe econômica do governo Wagner não parece estar antenada com o atual panorama financeiro mundial, e tem se mostrado incapaz de elaborar uma proposta criativa, ou que, ao menos, pareça eficaz para o enfrentamento da crise.


A denúncia dos Deputados Carlos Gaban e Artur Maia em plena assembléia de que o arrocho fiscal sobre o micro e pequeno empresário são medidas que só virão agravar a crise. Soma-se a isso, a incapacidade do governo estadual de alinhavar a permanência das indústrias captadas por administrações anteriores, e assim garantir a manutenção dos postos de trabalhos, mostra que a reforma administrativa acenada pelo governador Jaques Wagner não deverá esquecer setores importantes da administração pública estadual.