O anúncio da fábrica têxtil foi feito em Barreiras depois de uma longa conversa entre o secretário da Agricultura Eduardo Salles, o presidente da Chongqing Dragonfly Oil e o governador de Chongqing, durante jantar na noite de sábado, (4), na churrascaria Fogo de Chão, em Salvador. Salles disse aos empresários chineses que a Bahia é o segundo maior produtor de algodão do País, com fios semelhantes aos do Egito.
Na safra 2010/2011, segundo o terceiro levantamento, o algodão do Oeste baiano foi o grande destaque para o crescimento da produtividade da região. A área plantada com a cultura aumentou 51% em relação ao ano-safra anterior, ficando em 371 mil hectares. Isso fez com que a produção saltasse de 372 mil toneladas de pluma em 2009/10 para 600 mil toneladas de pluma nesta safra, uma variação positiva de 62%.
Para a prefeita de Barreiras, Jusmari Oliveira, o anúncio da fábrica têxtil foi um grande presente para o município que administra. Nós trabalhamos muito nestes dois anos, em parceria com o governo do Estado, para trazer a esmagadora de soja. Estamos felizes com a decisão do grupo chinês de implantar uma indústria têxtil aqui, pois isso significa desenvolvimento econômico e geração de emprego e renda na região, através da revitalização da atividade industrial, disse ela.
NÃO FALTARÁ SOJA
A nova usina vai esmagar 1,5 milhão de tonelada de soja por ano, quase metade da produção anual do Estado que na safra 2010/2011 alcançou a marca de 3,6 milhões de toneladas. O secretário Eduardo Salles, afirmou que outras processadoras de soja podem se instalar na Bahia, sem o risco de faltar o grão. Ele explicou que na região chamada Mapito, (Maranhão, Piauí e Tocantins), a produção de soja na última safra foi superior a 3,7 milhões de toneladas, que somadas à safra baiana chega a 7 milhões de toneladas, produção que pode ser dobrada.
Salles comemorou o lançamento da pedra fundamental e disse que a Bahia deu hoje um grande passo para ter uma das maiores indústrias processadoras de soja do mundo. A nova indústria será construída numa área de 100 hectares, às margens da BR-242, entre Barreiras e Luis Eduardo Magalhães, disponibilizada pela prefeitura de Barreiras. A estimativa é que inicialmente sejam gerados 300 empregos diretos, número que na fase final do projeto deverá passar de mil. Os empregos indiretos deverão chegar à casa de sete mil.