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A Petrobras teve lucro líquido de R$ 6,336 bilhões no terceiro trimestre, montante 26% menor do que o de igual período de 2010, devido principalmente ao impacto da alta do dólar ante o real, embora o número tenha superado as previsões de analistas. O Ebitda (ganho antes de juros, impostos, depreciação e amortização), uma medida da capacidade de geração de caixa, ficou em R$ 16,67 bilhões, aumento de 13,14% ante o terceiro trimestre de 2010.
Sobre o efeito no endividamento em dólar, a petroleira informou que a variação de 19% em favor do dólar ante o real no trimestre "resultou em uma variação monetária e cambial de R$ 6,6 bilhões".
Investidores e analistas já esperavam por um impacto da variação do dólar nas contas da empresa. Pesquisa da
Reuters indicou que era esperado um lucro líquido ainda menor, de R$ 4,8 bilhões.
A empresa registrou um aumento na receita total de suas vendas, que foi a R$ 64,179 bilhões no terceiro trimestre, ante R$ 54,7 bilhões há um ano. Colaborou para isso o crescimento da demanda por combustíveis no Brasil.
"O mercado brasileiro de derivados continua apresentando expansão superior ao crescimento da economia brasileira e ao mercado mundial", informou a empresa no comunicado.
As vendas de diesel, por exemplo, subiram 9% no trimestre, enquanto as de querosene de aviação registraram alta de 6% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
"Continuamos investindo na expansão do nosso parque de refino, fortalecendo o posicionamento da Petrobras como uma companhia integrada", acrescentou a empresa.
Nos primeiros nove meses do ano, o lucro líquido foi recorde: teve aumento de 15% sobre o mesmo período de 2010 e o volume foi de R$ 28,2 bilhões. Neste caso, houve aumento de 7% no Ebitda.
A empresa informou que houve crescimento de 7% nas vendas no mercado interno, na comparação com os primeiros nove meses de 2010.