Economia

CIDADE DA MUSICA SALVADOR TEM 9 FESTIVAIS PROGRAMADOS ATÉ FINAL DO ANO

Programa Cidade da Música dá início ao circuito de festivais para fortalecimento do setor musical em Salvador
Da Redação , Salvador | 28/08/2025 às 20:01
FEMADUM
Foto: Jefferson Peixoto

Consolidando-se como uma política pública inovadora de estímulo à cadeia produtiva da música, o programa Cidade da Música, desenvolvido pela Secretaria de Cultura e Turismo (Secult) de Salvador, inicia neste segundo semestre uma de suas mais potentes frentes de atuação: o apoio estratégico aos principais festivais de música da cidade.

Batizada de Circuito Salvador Cidade da Música, essa iniciativa promove o fomento direto a eventos independentes que movimentam diferentes públicos e cenas musicais, com ações adaptadas ao perfil de cada festival.

Ao longo dos próximos meses, nove eventos contarão com apoio institucional ou realização direta da Prefeitura, com destaque para atividades formativas, intercâmbios, qualificação profissional, valorização de artistas locais e articulação de redes criativas.

O Festival A Tarde FM, que acontece nos dias 30 e 31 de agosto, é o primeiro a integrar o circuito. A estreia da nova Arena A Tarde como espaço cultural e a comemoração dos 42 anos da rádio são pano de fundo para uma programação musical diversa, com nomes como BaianaSystem, Sandra Sá, Maria Gadú, Rael, Edson Gomes, entre outros.

O festival também será palco da primeira edição do semestre do LAB Frequências, programa de capacitação da Diretoria de Economia Criativa da Secult, com masterclasses voltadas à produção para festivais de música e bastidores do rádio.

“O apoio aos festivais vai além do financiamento ou da chancela institucional. Estamos falando de uma atuação estruturante, que pensa o fortalecimento do setor como um todo: dos artistas aos técnicos, dos produtores aos agentes culturais. O Cidade da Música é isso: política pública que escuta, articula e transforma”, afirma a vice-prefeita e secretária de Cultura e Turismo de Salvador, Ana Paula Matos.

Além do Festival A Tarde, o circuito contempla eventos como o Festival da Virada, o Festival da Primavera, o Zona Mundi, Sangue Novo, Femadum, Giro Conecta, Radioca e o internacionalmente reconhecido Afropunk Brasil. Em cada um, ações específicas são desenvolvidas a partir da escuta dos realizadores e da vocação de cada projeto.

Destaques do circuito:

Zona Mundi (setembro): celebra 10 anos com painéis, shows e rodadas de negócios; contará com o LAB Frequências e um painel especial sobre Cidades Criativas da Música com representantes de Salvador, Recife e Medellín.

Sangue Novo (outubro): a edição do LAB Frequências em parceria com o festival aposta em formações sobre inteligência artificial aplicadas à gestão de eventos; registro para shows ao vivo, além de oportunidade prática para jovens técnicos.

Femadum - Festival de Música e Artes Olodum  (outubro): propõe uma formação voltada à elaboração de projetos e captação para blocos afros, fortalecendo a cultura de base e as tradições locais.

Giro Conecta (novembro): apresenta encontros musicais entre Brasil, África e América Latina, com shows de artistas locais assinados pelo selo “Salvador Cidade da Música apresenta
 
Afropunk Brasil (novembro): em sua quinta edição, o festival segue sendo um dos maiores palcos da cultura negra no Brasil, com ações em articulação com o programa.

Radioca (novembro/dezembro): reconhecido nacionalmente, o festival fecha o circuito com foco na música independente e nas novas tendências sonoras do país.

Iniciativa - Lançado com o objetivo de consolidar Salvador como referência internacional no campo da música, o programa Cidade da Música integra ações de fomento, formação, infraestrutura e valorização artística.

Entre seus eixos estão o Festival Internacional Salvador Cidade da Música, que acontece em outubro e celebra os 10 anos do reconhecimento da cidade pela Unesco como Cidade Criativa da Música; o Estúdio Salvador Cidade da Música; o Sintoniza, voltado à profissionalização do mercado; a Plataforma Salvador Cidade da Música; e o Prêmio Cidade da Música, que valoriza a produção autoral.

Com isso, a capital baiana não apenas celebra sua rica diversidade sonora, como também estrutura um ecossistema sustentável, que conecta tradição, inovação, mercado e identidade.

“Salvador é música em todas as suas formas. Com o Cidade da Música, mostramos que é possível transformar essa potência cultural em desenvolvimento econômico, social e criativo. E os festivais são peças fundamentais nesse processo”, reforça Gabriela Rocha, gerente de Linguagens Artísticas e Negócios Criativos na Diretoria de Economia Criativa.

O apoio da Prefeitura aos festivais é viabilizado por meio de parcerias com a iniciativa privada, uso de leis de incentivo à cultura e investimentos diretos da gestão municipal, sempre com foco no impacto sociocultural e na valorização da produção local.