Viramos uma terra de consumidores e não produzimos nada, salvo o picolé Capelinha
Tasso Franco , da redação em Salvador |
16/02/2026 às 13:26
Carnaval Made-in-China
Foto: BJÁ
As fantasias mais vendidas para mulheres no Carnaval de Salvador são de fabricação chinesa. Todo o que se usa e se consome durante os 10 dias do Momo são produzidos fora da Bahia. Impressionanente, isso.
Ainda com o Carnaval em movimento as saias e outros adereços Made-in-China são vendidos pelos camelôs istalados na Avenida Centenário, próximo ao Shopping Barra (vide foto) a preços populares , em méida R$50,00.
As saias tem elásticos na cinturas e é só comprar e usar por cima de uma bermuda, maiô ou short. Homens também compram e usam.
Da Bahia, mesmo, só os acarajés das baianas que são vendidos na Afonso Celso e o picolé Capelinha. Tudo mais vem da China ou de São Paulo, até chapéus de pano.
A Bahia não tem capacidade de produzir chapéus de pano? Não.
Os que estão sendo distribuidos por uma casa de apostas e um portal são chineses. Bem, na Sabina ainda tem a feijoda de Najé, que é nossa, não tanto porque o sal vem do Rio Grande do Norte e as carnes de Santa Catarina. Até o pastel do João que custa R$20,00 o recheio é de queijo das Gerais e o de frango de SC.
É uma coisa impressionante. Somos a terra do nada, não produzimos nada, só consumimos. Somos consumidores e vamos enriquecendo os outros estados.