- Antes do último treino da seleção brasileria na véspera da partida contra a Argentina, pelas Eliminatórias da Copa de 2018, Dunga despistou sobre a equipe que começa o jogo, mas disse que já tem a escalação definida. Questionado sobre quem será o goleiro e as opções no meio e no ataque com a volta de Neymar, o técnico manteve o clima de mistério nas respostas e ao fechar novamente o treinamento para a imprensa. Nos 15 minutos finais de recreação na manhã desta quarta-feira, Ricardo Oliveira não participou do rachão na Arena Itaquera, o que é um indício de que ele deve sair para a volta de Neymar. Centro das atenções, o atacante do Barcelona foi elogiado pelo treinador, que fez uma ressalva sobre o golaço que marcou no último domingo contra o Villarreal.
- Pensei: por que não faz comigo? Tem que fazer na seleção. São essas coisas que fazem o futebol bonito, com essa forma, essa elegância: um gol plástico. Como diria o Dadá, gol é gol. Não importa como. O importante é fazer o gol. Se for bonito, melhor ainda. Neymar vve uma ótima fase no Barcelona. É importante o retorno dele para que posssa contribuir com os demais jogadores. Esperamos que faça um bom jogo pela seleção. É Neymar e mais 23. Você não ganha a classificação sozinho. Se fosse assim, os dois primeiros jogos... Queremos contar com os melhores, mas nem sempre vai ser possível. Temos que ter uma opção para superar isso - disse Dunga.
No entanto, ele não deu maiores dicas sobre quem pode começar ao lado de Neymar. Com a ótima fase de Douglas Costa no Bayern de Munique, a tendência é a de que ele tire Ricardo Oliveira. Artilheiro do Campeonato Brasileiro pelo Santos, o atacante de 35 anos substituiu Hulk contra Venezuela, marcou um gol na vitória por 3 a 1, mas não participou da última atividade em campo. Enquanto ele fazia alongamento, com cara de dor, coube a Careca, auxiliar técnico pontual de Dunga, substitui-lo no gramado.
- Temos as opções, testamos, na minha cabeça tenho uma ideia do que fazer, o treino confirma ou dá uma outra alternativa. O time já está na minha cabeça - desconversou o técnico da seleção brasileira.
O treinador também tergiversou sobre a manutenção de Alisson como goleiro. Enquanto os jogadores disputavam o rachão, com Jefferson e Cássio defendendo cada uma das equipes no recreativo em metade do campo, o goleiro do Internacional fez um trabalho em separado com Taffarel, o que pode ser indicativo de que permanecerá com titular após a boa atuação contra a Venezuela:
- Todos os jogadores têm condições. Se eu achasse que um jogador de 23 anos não tivesse condição de jogar, não teria convocado. Todos os jogadores têm chance de jogar e têm que estar prontos.