Guilherme Bellintani será presidente do Esporte Clube Bahia nos próximos três anos.
Tasso Franco , da redação em Salvador |
12/12/2020 às 19:23
Vitor Ferraz e Guilherme Bellitani
Foto: Felipe Oliveira
Em uma votação histórica, a maior desde o início da Democracia Tricolor, o atual mandatário recebeu 9.941 dos votos válidos.
Guilherme Bellintani e Vitor Ferraz seguirão à frente do clube até o término da temporada 2023.
Lúcio Rios e Fernando Passos, componentes da chapa concorrente, receberam 1.648 votos.
Esta foi a primeira vez, desde 2014, que os torcedores conseguiram votar de forma virtual. Não é à toa que a eleição registrou 11.930 mil votos, superando 2014, quando 4.932 estiveram na Fonte Nova e votaram para escolher o primeiro presidente da “Era Democrática”.
O Esquadrão realizou sua quarto eleição direta. Fernando Schmidt, em 2014, foi o primeiro eleito da história. Em seguida, os sócios escolheram por Marcelo Sant’Ana (2015) e Guilherme Bellintani (2017).
Mais de 20 mil sócios estavam aptos para votar em 2020. Foram registrados 11.766 online e 164 votos de cédula na Fonte Nova.
- Quem acha que, para a gente, ter 86% dos votos é sinal de aprovação plena... Quem nos conhece sabe que não pensamos assim. É uma demonstração de confiança, mas não de aprovação total. Sabemos que precisamos avançar mais do que avançamos. Não deitaremos no confortável número de 86%. Isso aumenta a nossa responsabilidade e inquietação, porque isso significa que as pessoas disseram: “Vocês evoluíram, mas também falharam; mas a gente continua confiando que vocês são as pessoas corretas para corrigir os próprios erros e ampliar os acertos”. Portanto, vejo 86% dos votos com muita humildade, tranquilidade e como lição de que aqueles que estão confiando em nós estão também cientes e nos avaliando a cada dia, e vão nos avaliar nos próximos três anos - disse Bellintani no pronunciamento realizado após o resultado da eleição.
Não cabe na democracia do Bahia, no grau de profissionalismo que atingimos e que ainda queremos atingir, também dentro de campo, a percepção de que um resultado tão expressivo é como um cheque em branco para nós. Nos vigiem, nos cobrem e façam que nós fizemos na eleição, um bom debate a favor do Esporte Clube Bahia. O debate inquieto de quem sabe que avançamos muito nos últimos anos, muito, mas que ainda é pouco para o que a gente quer. É demais para o que a gente tinha, mas é pouco para o que a gente merece - completou o dirigente.