Esporte

BAHIA PERDE OUTRA E VIRA FREGUÊS DO ATLÉTICO DE ALAGOINHAS 2X1

Um Bahiadesorganizado e sem força
ZedeJesusBarrêto , Salvador | 03/03/2022 às 08:55
Atlético de Alagoinhas 2x1 Bahia
Foto: Cesar Brandão TV Bahia

   Mais uma atuação apática do Bahia, sobretudo na primeira etapa, surpreendido pela fibra e dedicação do Carcará de Alagoinhas. Levou 2 x 1 e já virou freguês do Atlético, faz tempo que não vence o time que é o atual campeão baiano. Pela dedicação, pela vontade, pela aplicação tática e objetividade ofensiva, um resultado justo. Do outro lado, uma equipe desfibrada, com atletas apáticos, um futebol coletivo desorganizado, que tem refletido em campo o desastre administrativo fora dos gramados na área do futebol. 

 O time Tricolor está pesado, com uma péssima energia, nada dá certo. 

  Com o triunfo, o Atlético subiu na tabela de classificação para o segundo lugar, com 11 pontos, a sete do líder Jacuipense.  Colados no Atlético, também com 11 pontos, estão o Bahia de Feira e o Barcelona de Ilhéus que ainda vão jogar na rodada. O Vitória agora é o 5º colocado, com 9 pontos. 
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Com o resultado, o Bahia praticamente dá adeus à disputa pelo Baianão 2022, com 6 pontos ganhos e apenas um triunfo na competição. E tem dois jogos apenas pra fazer. Então, uma classificação, à essa altura, só por milagre, teria de vencer os dois jogos e todos os concorrentes diretos perderem. O Tricolor tem um jogo a mais, abriu a rodada. Pior, o time está a apenas dois pontos da zona de desclassificação, corre o risco, de verdade, de cair para a segunda divisão do futebol baiano, o que seria uma catástrofe história. 
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No Carneirão 

- Jogo abrindo a sétima rodada do Campeonato Baiano. O Campeão baiano, o Atlético ‘Carcará’ de Alagoinhas e o Tricolor, maior papão de títulos do Estado (49), ambos em situação difícil na competição, fora do grupo dos quatro primeiros – que se classificam para a fase seguinte e decisiva. 

- O Atlético há quatro jogos sem vencer; o Bahia só ganhou uma partida até agora no Baianão. Confronto com cara de decisão, pois, nesta quarta-feira de cinzas. Deu Carcará na cabeça, de novo. 

- Público melhorado nas arquibancadas (3.500 pessoas), começo de noite limpa em Alagoinhas, gramado mastigado, pesado, mas aceitável.  O Tricolor todo de branco (e com números brancos sobre o branco?). O Atlético de camisetas com listras verticais e calções pretos.    
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 Com a bola rolando ... 

   Jogo amarrado, mal jogado, sem troca de passes, aos chutões, bolas estiradas... Aos 18’, quase gol do Atlético, Gustavo Henrique salvou em cima da linha!  Até os 22, nenhum chute a gol do Bahia. O Carcará mais à vontade, mais objetivo. 

- Aos 24’, chutão de defesa atleticana na direção da área do Bahia, a bola quicou, o zagueiro Ignácio perdeu-se, Jerry brigou, ganhou no corpo, projetou-se na área e foi puxado. O árbitro viu e o bandeira garantiu que a falta aconteceu já dentro da área. Pênalti, pois.  

- Gol ! 1 x 0 Atlético, Miller batendo o pênalti, com força, no canto, indefensável.

- Só aos 29’ o Bahia assustou, pela primeira vez, num chute longo de Rodallega que cobriu o travessão de Fábio. Aos 31’, Patrick de frente, livre, da meia lua arrematou por cima, muito alto. Aos 33’, novamente Rodallega finalizou, forte e muito alto. Aos 36’, Raí cruzou e Rodallega mergulhou de cabeça, mas não alcançou. O Carcará mais fechado, segurando, saíndo só no erro de passe do adversário. 

- Aos 40’, Raí arriscou de muito longe, por cima.  E só.

 Um primeiro tempo ruim tecnicamente, mas o Atlético brigou mais, ganhou as divididas, foi mais objetivo, aplicado, marcando duro mostrando vontade de vencer, superior, mesmo com o desfalque do seu melhor jogador, o meio-campista Dionísio, suspenso. O Bahia só acordou  depois de levar o gol, mas... sem imaginação, errando os passes e os chutes a gol, além da maresia em campo de alguns atletas (?) como Patrick, Gustavo Henrique, Daniel, Marco Antonio, Raí ...  jogadores sem gana, sem pegada, que fogem do corpo a corpo, das divididas. 

Um péssimo resultado para o Tricolor da capital, mas restava o segundo tempo.
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 O Bahia precisava ter postura, atacar, ir pra cima, tentar reverter o placar. O Carcará ficou na manha, sem pressa, marcando, cozinhando, garantindo o resultado. Bolas alçadas na área de Alagoinhas, chutes de longe sem direção, jogadas afoitas, nervosismo, o tempo passando...   

 Por volta dos 10’, Agnaldo Liz começou a trocar, por sangue, fôlego novo, priorizando a força de marcação da equipe. Guto respondeu aos 15 com duas mexidas ofensivas: Ronaldo no lugar do opaco Marco Antonio e o garoto avante Marcelo no lugar do apoiador Patrick. Depois, Mugni no lugar de Daniel (horrível). 
- Aos 17’, cobrança de falta na área do Bahia, a defesa ficou espiando e os atleticanos trocaram passes de cabeça; Cesinha, que tinha acabado de entrar, testou no travessão.  

- Gol ! 2 x 0, aos 19’. Cesinha, de calcanhar, escorando escanteio rasante, cobrado na primeira trave, a defesa só apreciando. Golaço !     

 - Aos 21’, Rodallega de falta, acertou o travessão. Djalma e André em campo, Guto trocou os laterais ... aos 27’. Nada acontecia. Aos 39’, em mais uma bola alçada na área atleticana, cabeçada de Rezende, Fábio salvou no canto, espalmando.  

- Gol ! 2 x 1, Bahia, aos 47 minutos. Ignácio, escorando na pequena área, outro lance de cobrança de falta alçada na área atleticana. Daria tempo para alguma reação?  Não deu.

 Aos 49’, Gustavo Henrique ainda foi expulso, após uma falta dura no meio campo; levou o segundo cartão amarelo e jogou por terra qualquer possibilidade de pressão final do Bahia.

 Sem destaques, a não ser a aplicação dos atleticanos, souberam vencer. 
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Escalações 

-  Atlético Alagoinhas: Fábio, Paulinho, Iran, Bremer e Caetano; Lucas, Miller, Sobral; Thiaguinho, Gabriel Esteves e Jerry (Cesinha, Matheus Leal, Edson, Pibe). Treinador, Agnaldo Liz. 

- Bahia de Guto Ferreira: Mateus Teixeira, Borel, Ignácio, Gustavo Henrique, Luiz Henrique; Patrick, Rezende, Daniel; Raí, Rodallega, Marco Antonio.

- Arbitragem de Emerson Ricardo de Almeida, sem questionamentos. 
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 Copa do Brasil 

O Vitória joga nesta quinta-feira em Belém do Pará, contra o Castanhal, valendo pela Copa do Brasil. Com um simples empate ou triunfo, segue adiante, se perder cai fora da competição.
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Nordestão

Sábado, às 17h45, na Fonte Nova, Bahia x Sport Recife, pela Copa do Nordeste. Com que moral esse time de Guto vai a campo? 
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 Fechando:  Alguém já foi responsabilizado e preso pelo atentado a bomba contra o ônibus do Bahia? 
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