O futebol é um esporte sem lógica por mais que os analistas de carteirinha e os supercomputadores, a IA, cartomantes, pais de santo, tarôs, etc, propagandeim ao contrário. Os cronistas esportivos brasileiros coroados e menos coroados apontavam a França como provável campeã, o melhor time, e sapecaram uma adjetivação enorme nos gauleses quando a equipe francesa, no freir dos ovos, ficou com quarto lugar e foi um fiasco nos jogos contra a Espanha e a Inglaterra. Levou dois bailes e Didier Deschamps só fez roer as unhas.
Ninguém apontava a Espanha como campeã nem os super computadores nem os cronistas brasileiros e sulamericanos. Aliás, só os cronistas espanhóis tinham fé na Espanha especialmente do Marca e do Mundo Esportivo.
E a Espanha papou o titulo e ainda levou consigo o bola de ouro (Rodrigo), o melhor jogador jovem (Cubarsi) e o melhor goleiro (Unai Simon). Ora, mas todos diziam que a a bola de ouro ou seria de Messi ou de Mabppé. Chegaram também a apontar o carroceiro Vinicius Jr como possível ganhador. E quem ganhou foi Rodrigo (maio campista Espanhol).
Jogador jovem se falava muito em Yamal e Doué e deu Cubarsi um zagueiro de 19 anos da Espanha. Esse então foi uma zebra total. E, entre os goleiros, os cotados eram Coutrois, Dibu Martinez e deu também o espanhol Unai, que joga no Atlético Bilbao.
Então vocês vejam como é o futebol. Messi que estava fazendo um grande mundial até pela idade e por sua categoria com a bola, na final não chegou a decepcionar, porém, não andou. Aliás, andou mais em campo do que correu. Mas, era o único jogador inteligente da argentina. Salvou-se também o goleiro. Os demais apenas bravos e esforçados defensores.
A Argentina precisa urgentemente fazer uma mudança na concepção da prática do seu futebol que, embora seja o melhor das Américas, os jogadores são brutais, milongueir, antiesportivos, e essa fama está se tornando uma marca e isso prejudica o futebol argentino.
A seleção - claro - precisa de uma grande renovação com jogadores que foquem no futebol, na arte de jogar a bola com os pés e não usar os pés e mãos-ombros para agredir os adversários.
Isso vinha colando e dando certo até que o time da Espanha tratou da bola e deixou-os anulados e apavorados inclusive com a espulsão de Enzo Fernandes, um excelente jogador, porém, descontrolado. Paredes outro descontrolado. E Otamandi, idem.
Ainda bem que Scaloni é um técnico sensato e excelente treinado ainda que, na final, suas substituições ao invés de visar o gol visou a retranca; e tem Messi, que é um exemplo, um gentleman do futebol, o qual sentiu muito a derrota contra a Espanha, sentou-se no gramado do estádio, retirou as chuteiras, chorou e cumprimentou a todos. Esse é um exemplo que a Argentina poderia adotar para todos e joga muita bola. Alvarez é outro exemplo.
Bem, a Copa chegou ao final e o Brasil, o penta, se classificou em 11 lugar. Uma vergonha para uma seleção com tantos títulos, inexpressiva. Não adianta dizer que a seleção precisa de uma renovação total, porque não vai acontecer.
Aliás, a CBF deveria baixar uma portaria afirmando que, quem não voltou para o Brasil no avião da CBF após a Copa, não será mais convocado para nova rearrumação, incluindo o técnico Carlo Ancelotti que optou por ir pescar no Canadá.
Os jogadores e técnicos têm que respeitar os torcedores perdendo ou ganhando e tivemos exemplos belíssimos nesta Copa - casos do Egito, Cabo Verde, Noruega, que não foram campeões mundiais e retornaram às suas Pátrias e foram glorificados, aplaudidos.
Também não precisa falar das mordominas da CBF, diretores que levam amantes, e outras milongas porque não vão dar jeito. Recuperar a confiança do torcedor brasileiro na seleção está a cada ano mais difícil. Falo do torcedor que fica no Brasil e não dos ricos que vão para a Copa curtir a vida e passear, e nada entendem de futebol. (TF)