Miudinhas
Tasso Franco
05/05/2015 às
10:45
DEPUTADOS DA BASE se surpreendem com mobilização servidores públicos
A mobilização dos servidores públicos para acompanhar a votação do PL de reposição salarial foi pequena, porém, vibrante, barulhenta (nas falerias) e bem comportada no saguão.
MIUDINHAS GLOBAIS:
1. Até ontem, com as galerias e o saguão da Assembleia Legislativa sem a presença de servidores públicos, os deputados da base governista entendiam que a votação do reajuste salarial, uma reposição inflacionária na base de 3.5% em março e mais 2.9% em novembro, seria um passeio. Ou seja, a votação seria tranquila uma vez que as lideranças da base governistas haviam jurado de pés juntos que a Fetrabes tinha aceitado o reajuste e a maioria dos sindicatos idem-idem.
2. Mas, o que se viu, hoje, foram galerias lotadas de servidores - especialmente do pessoal da Saúde - e o saguão também. Não foi uma grande mobilização, porém, representativa e barulhenta, a ponto de interromper o pronunciamento de dois deputados da base governista - Rogério Andrade (PSD) e Alex Lima (PTN). No saguão, os servidores estiveram bem comportados, mas, firmes, decididos.
3. Houve tumuldo, os deputados da oposição foram chamados de mentirosos e vaiados a medida que se revesavam na tribuna da Casa e precisou muita paciência dos parlamentares que presidiram a sessão, Carlos Ubaldino (PSD), Rosemberg Pinto (PT) e Marcelo Nilo (PDT). Temendo ser chamado de autoritário se as galerias fossem esvaziadas, cada presidente do momento precisou de minha paciência e diálogo.
4. Mas, nada disso adiantou, ainda que a mobilização fosse pequena se comparadas a outras que já aconteceram na Assembleia, e as vaias e os assovios seguiram.
5. De toda sorte, a Oposição apresentou uma lista de 17 sindicatos - 13 dos quais já disseram que não apoiam a Fetrabres e muito menos a reposição - e 4 que ainda analisam a questão. Há, entre eles, três categorias de peso no estado: o SindSaúde, o Sindsefaz (ainda em cima do muro) e a APLB. Ou seja, pessoal da Saúde, da Fazenda e da Educação. O que poderá acontecer a partir da aprovação do Projeto de Lei imponderável.
6. Duas lições, no entanto devem ser retiradas desse episódio. A primeira delas revela que o governo não tem o controle de todos os sindicatos e associações; e a segunda é que não se deve revelar uma coisa para a sua base e a realidade ser outra. Teve deputado que ficou surpreso com os protestos achando que não teria nenhuma manifestação e seria fácil aprovar o projeto uma boa. Isso não aconteceu.
7. E, de quebra, teve deputado da base que mostrando um certo descontentamento com o governo Rui demorou de aparecer na sessão. Houve uma intensa mobilização da liderança nessa direção. Mas, ainda assim, precisando de 32 votos, a votação foi adiada para a quarta-feira, 5.
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8. Enquanto se discutia o reajuste dos servidores do estado, um grupo de servidores comissionados da Assembleia Legislativa comentava com jornalistas que há 5 anos não há reajuste salarial para eles. São assessores parlamentares e outros que prestam serviços aos deputados nas chamadas cotas, trabalham muito (alguns deles) e o reajuste desde 2010 é zero.
9. O curioso é que, quando há aumento ou reajuste dos valores das cotas, os deputados ao invés de seguirem essa lógica -reajustando os salários dos seus comissionados - contratam mais assessores.
10. O deputado Herzem Gusmão (PMDB) gozou com seu colega de Conquista, José Raimundo (PT) ao dizer que, "Zé quando era da ADUSF, em tempos idos, era um leão para reivindicar reajuste aos servidores da Universidade do Oeste, enquanto hoje....)
11. Supreendeu a muitos parlamentares o Sindipoc, o Sindicato dos Policiais da Civil, ser favorável ao reajuste parcelado oferecido pelo governo.
12. O deputado Targino Machado (DEM) fez o anti-discurso. Disse que não queria aplausos de servidores, pois, eles mudam como o vento. "Já fui ovacionado em outras ocasiões, mas, estou calejado". Targino disse que a maioria dos servidores votou em Rui Costa e que, agora, "quem pariu Mateus que balance".
13. Os deputados estavam poéticos. Esta foi do deputado Pablo Barrozo (DEM) afirmando, nas entrelinhas que o governo mentiu ao dizer que tinha fechado acordo com todos os sindicatos: "Não há verdade que faça chorar; ou a mentira que faça sorrir".
14. Do deputado Marcelo Nilo (PDT) a servidores que vaivam os deputados da base governista: "Eu não vou mandar retirar vocês das galerias. Mas, faço um apelo no sentido de que, podem aplaudir os deputados que vocês quiserem; e dar as costas para os que não quiserem. Agora, vaiar não pode".
15. Do deputado Luciano Ribeiro (lider do DEM): "A oposição não joga para a platéia".
16. Do deputado Marcell Moraes (PV): "Se o governador não cuida do seu quintal (se referia ao zoológico) imagina se vai cuidar de servidor".
17. Do deputado Alex Lima (PTN): "Isso no passado (se referia a época carlista) de deputado ser vaiado no plenário não existia. O Estado do Paraná de hoje é a Bahia do passado".
18. Do deputado Rosemberg Pinto (PT), presidindo a sessão: "Nem todo mundo é educado (apontava para servidores nas galerias). A maioria é. Agora, já identifiquei um aí que é mal educado".
19. Do deputado Paulo Rangel: "No passado, quando Wagner assumiu (se referia ao governo de Paulo Souto) os servidores viviam na maior penúria".
17. Do deputado Adolfo Viana (PSDB): "Pela primeira vez vejo a base governista desta Casa envergonhada e não aparece pra votar essa vergonha" (frase dita por volta das 16h).
18. Do deputado Rogério Andrade: "O governador do Paraná (Beto Richa, PSDB) meteu a mão na Previdência dos Servidores".
19. A Defesa Civil de Salvador (Codesal) apresenta boletim da “Operação Chuva 2015” nesta terça-feira (5). Até as 19h12 o órgão tinha recebido 196 ocorrências. Foram 42 alagamentos de imóvel, 28 ameaças de desabamento de imóvel, duas ameaças de desabamento de muro, 14 ameaças de deslizamento de terra.
20. Duas ameaças de queda de árvore, duas avaliações de área, 25 avaliações de imóveis alagados, seis desabamentos de imóvel, quatro desabamentos de muro, dois desabamentos parciais, 62 deslizamentos de terra, cinco infiltrações e duas orientações técnicas. Não há registro de feridos. A Codesal permanece com o plantão 24 horas atendendo às solicitações pelo telefone gratuito 199.
21. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o tempo deve permanecer nublado a parcialmente nublado com pancadas de chuva isolada. A temperatura deve variar entre 23ºC a 28ºC.
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