Novo acordo vai permitir o pouso dos aviões dos EUA em Bogotá com deportados
Tasso Franco , Salvador |
27/01/2025 às 15:23
O chanceler da Colômbia, Luis Murillo (ao centro) pede para deixar o governo Petro
Foto: Carlos Ortega El Espectador
Sob ameaças do Presidente Trump que incluíam tarifas elevadas, o Presidente Gustavo Petro da Colômbia cedeu e permitirá que aviões militares dos EUA transportem deportados para o país, depois de recusar dois transportes em resposta ao que chamou de tratamento desumano.
Segundo o NYT, os dois líderes travaram uma guerra de palavras no domingo, após a decisão da Colômbia de bloquear o uso de aeronaves militares por Trump na deportação de milhares de imigrantes não autorizados.
Mas no domingo à noite, a Casa Branca divulgou um comunicado no qual afirmava que, como o Sr. Petro tinha concordado com todos os seus termos, as tarifas e sanções que o Sr. Outras penalidades, como sanções de visto, permanecerão em vigor até que o primeiro avião carregado de deportados chegue à Colômbia, afirmou o comunicado.
“Os acontecimentos de hoje deixam claro ao mundo que a América é respeitada novamente”, acrescentou.
O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia divulgou um comunicado logo depois que dizia “superamos o impasse com o governo dos Estados Unidos”. Afirmou que o governo aceitaria todos os voos de deportação e “garantiria condições dignas” para os colombianos a bordo.
MURILLO DEIXA GOVERNO DA COLOMBIA
Segundo o jornal "El Espectador", de Bogotá, o ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Luis Gilberto Murillo (c), fala durante entrevista coletiva neste domingo, em Bogotá (Colômbia). O Governo colombiano considerou que foi ultrapassado “o impasse” que originou uma crise diplomática com os Estados Unidos, provocada pela decisão do presidente Gustavo Petro de não permitir a entrada de dois aviões com cidadãos norte-americanos deportados enquanto essas pessoas não recebessem tratamento “digno”.
A crise diplomática com os Estados Unidos já repercutiu no gabinete de Gustavo Petro. A saída do chanceler Luis Gilberto Murillo do cargo, marcada para 31 de janeiro, seria antecipada devido aos atritos que a situação gerou entre o chanceler e o presidente.
Segundo fontes do Itamaraty e da Casa de Nariño, o centro da questão entre Murillo e Petro teria sido o diálogo que se estabeleceu para diminuir as tensões entre os dois países após a mensagem do presidente. E, como confirmou o embaixador da Colômbia nos Estados Unidos, Daniel García-Peña, nas reuniões que tiveram lugar na Casa de Nariño o presidente não esteve presente pessoalmente, o que teria agravado a questão.
O embaixador da Colômbia nos Estados Unidos, Daniel García-Peña, conversou com o EL TIEMPO antes de decolar de Bogotá a Washington para dar seguimento aos acordos alcançados com o governo de Donald Trump que resolveram a crise diplomática das últimas horas.
Segundo o diplomata, ambos os governos fizeram concessões para chegar a uma conclusão bem sucedida e de forma alguma a relação bilateral fica prejudicada após o “impasse” gerado pela recusa do presidente Gustavo Petro em receber um voo militar norte-americano com compatriotas deportados e as subsequentes sanções com o que o seu homólogo americano reagiu