Como resolver esse impasse e os primeiros sinais de que a base não deseja Fátima Nunes
Isso significa dizer que a veterana deputada, seis mandatos, fiel pastora de votos do petismo, querida na sua base politica do Sertão, não tem a maioria dos seus pares na base do governo para eleger-se 1ª vice-presidente apesar do apoio do governador Jerônimo Rodrigues e da presidente Ivana Bastos e também de alguns dos seus colegas da bancada do PT.
Acontece que, em sendo uma votação pelo voto direto e secreto envolvendo outros partidos inbcluindo o grupo da oposição, a Casa Legislativa tem ritos próprios que a própria razão deconhece, como já comentamos aqui.
Ao Politica Livre a deputada disse em entrevista que segue candidata e não retira seu nome; o que, aliás, também disse Júnior Muniz o que denota um impassa nas hostes internas do PT, o que também vem acontecendo na pré-eleição para a presidência do diretório estadual, hoje, sob o comando de Éden Valadares, da corrente "wagnerista", o qual deseja emplacar um substituto, Sandro Magalhães, mas, segundo o Bahia Noticias, Rui Costa vetou.
Hoje, recebemos um release da Ascom PT em que a Secretaria de Mulheres do Partido dos Trabalhadores da Bahia declara seu apoio à indicação da deputada Fátima Nunes à 1ª vice-presidência da Assembleia Legislativa da Bahia.
- A decisão pelo nome de Fátima (diz a nota) é mais que uma escolha política: é um marco na luta das mulheres por representatividade e protagonismo nos espaços de poder. Em um cenário ainda marcado pela desigualdade de gênero, sua candidatura reafirma que ocupar cargos estratégicos também é direito das mulheres – e que a política precisa, cada vez mais, refletir a diversidade do povo que representa.
Fátima será a primeira mulher do Partido dos Trabalhadores a ocupar essa posição na Mesa Diretora, demonstrando o compromisso do partido com a luta das mulheres e a valorização das lideranças femininas. Sua trajetória é marcada por décadas de serviço ao povo da Bahia, em especial às mulheres, aos trabalhadores do campo e às comunidades mais vulnerabilizadas.
Trata-se, evidentemente, de um apoio politico inócuo uma vez que nos ritos internos da Assembleia esse tipo de apelo não funciona. Até uma reunião com o governador, Jerônimo Rodrigues, se for o caso, funciona, somente em parte, uma vez que Júnior Muniz é também do PT e argumento por argumento, Muniz pode dizer que é a renovação, a tal de oxigenação do partido tão defendida pelo presidente Lula da Silva, Jaques Wagner e outros.
Ainda não sabemos o que vai acontecer. Os líderes maiores do PT sabem que um nome empurrado goela abaixo a liderados provoca algumas fissuras às vezes irreparáveis. A condução da eleição de Adolfo Menezes, na inicial, para um terceiro mandato, até hoje dá panos para as mangas.
E mais um problema agora não seria recomendável. O melhor é deixar rolar à gosto e que os deputados decidam, assim nos parece. (TF)