Política

ACM NETO FIRMA QUE GOVERNADOR É OMISSO DIANTE DA SECA E VIRA AS COSTAS

“Sem dúvida alguma, uma das piores secas da história do nosso estado. Nos últimos 40 anos, nós não tivemos uma seca tão grande, tão severa", comenta o politico.
Tasso Franco , Salvador | 02/04/2025 às 18:53
ACM NETO
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O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) fez, nesta quarta-feira (2), duras críticas ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) pela falta de ações concretas para enfrentar as consequências da grave seca que atinge o estado, especialmente a região de Irecê. A estiagem, já considerada a pior dos últimos 40 anos, tem provocado perdas severas para agricultores e pecuaristas, e, segundo Neto, a resposta do governo estadual tem sido marcada pela omissão.

“Sem dúvida alguma, uma das piores secas da história do nosso estado. Nos últimos 40 anos, nós não tivemos uma seca tão grande, tão severa. Desde a década de 80, a Bahia não enfrentava uma situação tão difícil e desafiadora”, afirmou ACM Neto. Ele relata ter conversado com produtores de cebola da região de Irecê, uma das mais atingidas, e destaca a aflição de quem depende da agricultura para sobreviver. “Eles estão sem água para irrigação. Falta água para alimentar os animais, falta água para produzir na agricultura, que é uma das principais fontes de emprego do nosso estado”, pontuou.

ACM Neto também ironizou o que considera o descolamento da realidade por parte de Jerônimo, que parece alheio aos problemas reais da população baiana: “Onde está o governador? Certamente está vivendo nas suas redes sociais e na sua propaganda, porque é só festa na Jerolândia”, disse.

O ex-prefeito ainda lembrou que o atual governador, quando secretário de Desenvolvimento Rural, teve papel decisivo na extinção da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA). “Agora a gente vê a Secretaria de Agricultura completamente sucateada. Esse é o legado de quase 20 anos de governos do PT na Bahia: virando as costas para quem quer trabalhar e sustentar a sua família.”

Segundo ACM Neto, o governo estadual não demonstra senso de urgência para adotar medidas emergenciais, como reforço no abastecimento de água e abertura de linhas de crédito para pequenos produtores rurais. Ele também criticou a ausência de políticas estruturantes que ampliem a rede de distribuição de água e ofereçam apoio técnico à agricultura familiar.

“Politicagem pra cá, politicagem pra lá, isso ele faz à vontade, mas vira as costas para o povo da Bahia”, atacou Neto. “O homem do Sertão quer água para beber, terra para plantar e apoio para viver — coisas que, infelizmente, o governo de Jerônimo não vem dando. A gente sabe que a força do homem do Sertão é maior, e que esse homem vai continuar resistindo. E a gente vai continuar acreditando no futuro da Bahia”, concluiu.