Política

A BAHIA ESTAGNOU E EMPOBRECEU COM OS GOVERNOS DO PT, DIZ ACM NETO

“A Bahia empobreceu: violência, educação e miséria são realidade”, critica ACM Neto em evento para jovens
Tasso Franco , Salvador | 28/08/2025 às 19:00
ACM NETO na ACS
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O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, criticou nesta quinta-feira (28) a falta de planejamento do governo da Bahia durante o 1º Congresso Conexão Jovem Bahia, realizado no auditório da Casa do Comércio, em Salvador.

“A Bahia empobreceu nos seus indicadores sociais. Está aí: a violência já citada, a educação já citada. A Bahia tem o maior número de desempregados do Brasil, segundo os dados do Caged, e o maior número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, ou seja, em condição de miséria”, afirmou.

Na avaliação de Neto, o Estado não possui uma política estruturada capaz de alinhar investimentos públicos, infraestrutura e expansão de serviços com o setor privado, o que contribuiu para o retrocesso socioeconômico da Bahia.

“Nosso Estado não existe isso, não existe uma política estrutural que, por exemplo, vincula os investimentos públicos, as ações de infraestrutura, o tratamento de projetos prioritários, ou mesmo a expansão de serviços públicos, a relação com a iniciativa privada. Nada disso faz parte de um plano consistente e estruturado que diga: o futuro está ali, a gente quer chegar naquele ponto final, e o que é que precisa ser feito para chegar nele? Isso não existe hoje na Bahia.”

O ex-prefeito ainda ressaltou que, quando assumiu a prefeitura de Salvador, buscou implantar o planejamento como pilar de gestão, mesmo em um cenário de dificuldades financeiras. Para ele, a ausência dessa visão estratégica é um dos principais gargalos do Estado.

“Pelo amor de Deus, não há coincidência com o fato da Bahia, há 20 anos, ser comandada por um mesmo grupo político”, completou.

O encontro reuniu jovens, empresários e lideranças políticas para debater inovação, políticas públicas e perspectivas de futuro para a Bahia.

A BAHIA ESTAGNADA
(CORREIO)

A competitividade baiana está estagnada entre as piores do país. É o que aponta o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) e divulgado na quarta-feira (27). O estado está na 22ª posição da lista, entre 27 estados, a mesma do ano passado.

Este ano, a Bahia está a frente apenas do Maranhão, Roraima, Pará, Acre e Amapá. Como nota, recebeu módicos 33,1, mais de 40 pontos abaixo do primeiro colocado, o estado de São Paulo, com 81 pontos.

A avaliação do ranking, que tem o objetivo de mensurar a capacidade dos entes federativos brasileiros em gerar bem-estar para a população, é feita em 100 indicadores distribuídos em dez pilares. A Bahia ficou no vermelho em seis deles, avançou em três e não registrou mudança em um.

A "Solidez Fiscal" e "Segurança Pública" são os maiores gargalos. A Bahia caiu seis posições em cada uma, ficou em 9º no pilar fiscal e em 25º no de segurança.

Os números apontam um cenário já revelado em outros estudos. No mês passado, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelou que o estado tem nove municípios entre os 20 mais violentos do país. No Ranking de Competitividade, esse pilar foi o que alcançou o pior resultado, com destaque para o quesito "Presos sem condenação" - proporção de presos provisórios (sem condenação) em relação ao total da população prisional -, que ficou em último lugar no país.

Caiu, ainda, duas posições em "Educação", ficando em 22º, e em "Sustentabilidade Social", alcançando o 19º lugar, além de descer uma casa em "Sustentabilidade Ambiental", com o 21º lugar, e "Eficiência da Máquina Pública", com o 11º.

Não mudou de posição em "Potencial de Mercado", mantendo a mesma posição do ano anterior em 24º lugar. Avançou duas casas em "Capital Humano", chegando a 25º, e "Infraestrutura", em 21º, e uma casa em "Inovação", com o 18º lugar.