Alan Sanches comemora intervenção dos EUA e prisão de Nicolás Maduro: “finalmente o povo venezuelano vai começar uma nova história”*
Tasso Franco , da redação em Salvador |
03/01/2026 às 19:33
Alan Sanches comemora intervenção dos EUA e prisão de Nicolás Maduro
Foto: DIV
MIUDINHAS GLOBAIS:
1. O deputado estadual Alan Sanches (União Brasil), vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), comemorou a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela e a prisão do ditador Nicolás Maduro, cujo regime era marcado por autoritarismo, perseguição política, colapso da economia.
2. “São anos de sofrimento da população da Venezuela, imposto pela ditadura de Maduro, com a destruição na economia, fome, miséria e perseguição a quem pensava diferente. Finalmente, o povo venezuelano vai começar uma nova história”, celebrou Sanches.
3. O deputado recordou ainda que Maduro nunca exerceu a presidência de forma legítima e que as sucessivas fraudes no processo eleitoral são amplamente denunciadas pela comunidade internacional, como a que ocorreu no último pleito de 2024. “Maduro é, na verdade, um ditador travestido de presidente, que se mantém no poder fraudando as eleições. A Venezuela é um estranho caso onde a Constituição era usada para dar amparo a uma ditadura”.
4. Alan Sanches projeta que a ruptura do regime de maduro abre caminho para um novo ciclo democrático na Venezuela. “Graças a Deus, os Estados Unidos retiraram esse monstro do poder e espero que comece um novo tempo para o povo venezuelano, com uma nova democracia, levando uma vida mais digna e feliz ao seu povo”, completou.
5. O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado Tiago Correia (PSDB), disse que a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro representa um marco simbólico na reafirmação dos valores democráticos na América Latina.
6. “Não se trata de um ataque à soberania de um país, como tentam fazer crer algumas narrativas ideológicas, mas de uma resposta direta a um regime que, ao longo dos anos, desmontou sistematicamente o Estado Democrático de Direito na Venezuela”, firmou.
7. Correia avaliou que verdadeira agressão à soberania venezuelana não veio de fora, “ela se consolidou internamente, quando a vontade de um governante passou a se sobrepor às instituições, às leis e, sobretudo, ao povo. A supressão de eleições livres, o controle do Judiciário, a perseguição a opositores, o cerceamento da imprensa e o colapso deliberado das condições sociais transformaram a Venezuela em um exemplo claro de como regimes personalistas corroem a democracia por dentro”.
8. Para o deputado, o discurso de que ações contra ditaduras seriam ataques aos povos latino-americanos inverte a realidade dos fatos. “Ditaduras não representam seus povos, representam apenas a perpetuação de projetos de poder baseados na força, no medo e na miséria como instrumentos de controle social.
9. O sofrimento do povo venezuelano, expresso no êxodo em massa, na pobreza estrutural e na perda de direitos básicos, é consequência direta desse modelo autoritário”, observou o líder da oposição.
10. Para Tiago Correia, o fato mais grave é o fato de que esse arranjo político não se limita a fronteiras nacionais, “integra um desenho mais amplo, replicável, que busca naturalizar o enfraquecimento das instituições, relativizar a legalidade e concentrar poder sob o pretexto de soberania popular. Trata-se de um risco concreto para toda a América do Sul.
11. Celebrar o fim de um regime autoritário não é celebrar interferência externa, mas sim defender princípios universais: liberdade, dignidade humana, alternância de poder e respeito às leis. A democracia não pode ser refém da vontade de um indivíduo, nem pode ser relativizada em nome de projetos ideológicos que produzem miséria e opressão”.
12. O deputado finalizou afirmando que defesa da soberania começa, necessariamente, pela defesa do povo e de suas instituições democráticas. “Qualquer coisa diferente disso é apenas retórica para justificar o injustificável”, concluiu.
13. Deputado Hilton Coelho manifesta solidariedade ao povo da Venezuela O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) manifestou solidariedade e apoio ao povo da Venezuela contra o que qualifica como “ataque imperialista dos Estados Unidos que atinge o direito à autodeterminação dos povos.
14. O que está em curso na Venezuela não é um episódio isolado, mas o primeiro ato de uma nova ofensiva imperialista na América Latina. Se os Estados Unidos não forem contidos, a escalada conduzida por lideranças irresponsáveis e belicistas aumentará e nenhuma democracia estará segura daqui em diante. É preciso que se regule os Estados Unidos”, disse.
15. Para o parlamentar, “a Venezuela volta a ser tratada como laboratório de guerra imperialista, cerco econômico, chantagem diplomática e ameaça militar aberta. O roteiro é velho, conhecido e sangrento. A América Latina já pagou caro demais por golpes patrocinados, sanções criminosas, guerras ‘humanitárias’, mentiras travestidas de defesa da democracia.
16. A Venezuela não é colônia. Não é quintal. Não é alvo legítimo de agressão estrangeira. A autodeterminação dos povos é um princípio inegociável do direito internacional e da dignidade humana, não uma moeda de troca para potências que vivem de saquear recursos naturais, impor medo e destruir soberanias.
17. O legislador acrescenta que “diante da avalanche de desinformação, operações psicológicas e manipulações midiáticas, exigimos transparência total. Exigimos que se apresentem provas concretas sobre a situação política e institucional do país, inclusive sobre a integridade física e a condições do presidente Nicolás Maduro e de Cilia Adela Gavidia Flores de Maduro, deputada na Assembleia Nacional da Venezuela pelo seu estado natal de Cojedes”.
18. ilton Coelho conclui afirmando que “o governo brasileiro tem a obrigação de tomar medidas imediatas em defesa da Venezuela. Defender a soberania da Venezuela é defender o direito de todos os povos decidirem seu próprio destino. É afirmar que nenhum país tem o direito de impor governos, modelos econômicos ou submissão política a outro. Nenhuma agressão será normalizada. Nenhuma sanção criminosa será aceita como diplomacia. Nenhuma guerra será chamada de busca de paz. A história ensina que nenhum império é eterno. Os povos resistem. Estamos juntos nesta luta”.