“Policial nunca deixa de ser policial”, diz ACM Neto ao rebater fala de Jerônimo sobre capitão morto*; veja também abaixo declaração de Sandro Régis
Da Redação , Salvador |
16/01/2026 às 18:43
ACM NETO
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O vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, criticou a declaração do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), que afirmou que o capitão da Polícia Militar Salomão não estava a serviço no momento em que foi morto durante uma tentativa de assalto.
Ao comentar o caso, ACM Neto disse que a fala do governador demonstra falta de sensibilidade diante da morte do policial e da situação enfrentada pela segurança pública no estado.
“Com todo respeito, governador. Tranquilidade? O momento exige tranquilidade? Um policial morreu ontem à noite de forma covarde. Em uma tentativa de assalto. Eu tenho certeza que o senhor assistiu o vídeo assim como todos nós. O capitão Salomão morreu cumprindo a missão de todo policial: proteger vidas”, afirmou.
Na sequência, o ex-prefeito de Salvador rebateu diretamente o argumento de que o policial não estaria em serviço no momento do crime. “Quando o senhor diz que ele não estava trabalhando, nós precisamos lembrar uma coisa muito simples: policial nunca deixa de ser policial. Mesmo sem farda. Mesmo de folga”, disse.
ACM Neto também destacou que, independentemente da condição funcional, o capitão tinha direitos básicos como cidadão. “E mesmo que ele não estivesse a serviço, antes de tudo, ele era um cidadão. Um homem. Um filho. Um pai. Um marido. Alguém que tinha o direito de voltar para casa”, declarou.
O dirigente do União Brasil questionou o tratamento dado a policiais fora do horário de trabalho. “Quer dizer, quando um policial salva uma vida fora do serviço, ele é herói. Mas quando morre fora do serviço, a vida dele vale menos?”, perguntou.
Ao final da declaração, ACM Neto cobrou uma postura mais firme do governo estadual diante da violência e prestou solidariedade à família do capitão. “Respeite a polícia, governador. É isso que o momento exige. Atitude, sensibilidade, respeito. Respeito à família, que inclusive eu deixo aqui o meu abraço, a minha solidariedade. É impossível não sentir revolta, tristeza diante do que aconteceu. Ninguém aguenta mais”, concluiu.
SANDRO RÉGIS
O deputado estadual Alan Sanches (União Brasil), vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), lamentou a morte do capitão da Polícia Militar Onésimo Pereira Salomão, de 37 anos, assassinado a tiros durante uma tentativa de assalto em Salvador, nesta quinta-feira (15), e disse que a tragédia mostra que a violência na Bahia saiu completamente do controle.
“É muito triste ver um policial, que mesmo fora de serviço representa a segurança do Estado, ser morto dessa forma. A violência chegou a um ponto em que nem quem é treinado para se defender consegue escapar. Isso é a prova de como a negligência do PT na segurança pública tem custado a vida dos baianos”, afirmou.
“Temos bons policiais, uma boa tropa um secretário de Segurança Pública preparado, mas o problema está na falta de vontade política do governador para enfrentar a criminalidade. O PT tem uma dificuldade ideológica de enfrentar a bandidagem e quem paga o preço é o cidadão de bem ao longo desses 20 anos que ele estão no poder”, criticou Sanches.
O deputado ainda protestou contra a violência registrada na Lavagem do Bonfim, quando um homem morreu e outras sete pessoas ficaram feridas após um ataque a tiros. “Nem nas festas populares o povo tem paz. Isso mostra o tamanho do descaso”.
Para Alan Sanches, o sentimento hoje nas ruas é de cansaço e vontade de mudança. “A Bahia virou o estado mais violento do Brasil, com facções espalhadas por todo canto. A população não aguenta mais tanta negligência. Quem sofre é o cidadão comum, que vive com medo todos os dias”, completou.
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