Política

A OVELHA NEGRA: O BOICOTE AO BAHIAJA NO CARNAVAL DOS ANTI-DEMOCRATAS

Nada abala nossa trajetória de 20 anos no mercado da web, um dos blogs mais antigos da Bahia sem, se ajoelhar aos poderosos "democratas"
Tasso Franco , Salvador | 18/02/2026 às 11:49
TF editor do BJÁ na cobertura do momo saída dos trios no Farol
Foto: BJÁ
  O Bahia Já encerra sua cobertura do Carnaval de Salvador nesta-quarta de cinzas, 18, agradecendo aos seus leitores a fidelidade. Fizemos o que foi possível. Infelizmente, não tivemos apoios da iniciativa privada, do governo do Estado e da Prefeitura de Salvador. Creio que veem o Bahia Já como diria a Rita Lee como um ovelha negra da família. 

  Paciência. Não estamos reclamando de nada, apenas constatando, uma vez que muitas empresas que patrocinam eventos no Carnaval enviam seus releases durante o ano para nós, de produtos e situações diversas e nós publicamos alguns. Então, se servimos para isso, deveríamos servir também no Carnaval.

  Quanto ao governo do Estado e a Prefeitura de Salvador também nada a chorar no pé do Caboclo porque eles põem a propaganda onde querem. A questão nesses dois casos é que, primeiro dizem que são democratas e atendem a todos, o que não é verdade; segundo, que os investimentos públicos no Momo são de impostos que nós, os contribuintes, pagamos.

 Não existe nada de graça nem os trios - os tais trios para os foliões ‘pipocas”. Ora, quando um ‘pipoca” come um sanduiche na folia ou fora dela e que custa R$20,00 a SEFAZ abocanha R$3.40 de impostos para seus cofres. Multiplique isso por milhões de foliões e você verá donde sai o dinheiro para pagar os artistas, a segurança, a saúde, etc, etc.

  Nós, do Bahia Já somos pessoa física e jurídica ao mesmo tempo. Gastamos durante os 10 dias do Momo algo em torno de R$500,00 em transporte e o ICMS da gasolina é 27%. Portanto, contribuímos com R$135,00 para a SEFAZ e o Carnaval, só nesse item. Em alimentos foram mais R$500,00 com ICMS de 17% e lá se foram mais R$85,00 do nosso dinheiro para o Carmaval. Os impostos municipais a mesma coisa. Se um bloco com 3.000 cobra R$1.000,00 por dia são R$300 mil e 5% do ISS fica R$15 mil para a PMS. E nós pagamos vários impostos municipais.

  Então, o Bahia Já deveria também ser contemplado com a publicidade carnavalesca dentro do princípio democrático da divisão do bolo para todos. 

  E, ademais, é isso que pregam seus governantes que se intitulam democráticos e transparentes; e também porque nos colaboramos financeiramente para pagar o Carnaval.

   Mas fomos excluídos. Não sei os motivos nem quero saber. 

   Também não adianta entrar na Justiça que é perda de tempo. Certa ocasião no governo ACM, o então Jornal da Bahia se sentiu excluído da publicidade governamental e entrou na Justiça. Se ferrou. Se eu fizer isso, serei ferrado duplamente.  

   Ficamos como estamos. Fizemos uma cobertura no Momo popular, o que tivemos acessos, a rua, aos ambulantes, aos foliões, aos agentes intermediários e ainda assim temos muitas notas do coordenador do Carnaval (área governo) Geraldo Jr e da Prefeitura de Salvador e não fizemos notas desabonadoras a ninguém. Não é nosso estilo de falar mal para ter benefícios.

   Recebemos muito material dos artistas, das empresas e dos camarotes, mas não publicamos nada porque se eles estão ganhando milhões e nós, nem tostões, seria injusto publicar.   

   Seguimos em frente. Carnaval tem todos os anos e governantes mudam de 4 em 4 anos. (TF)