Política

POVO POBRE; POLITICOS RICOS :PREFEITO EXPLICA COMPRA DO APÊ DE WAGNER

Marcelo é irmão do ex-deputado Tom Araujo que se afastou da politica por motivos de saúde e era da bancada da oposição contra o PT na ALBA
Da Redação , Salvador | 21/07/2026 às 08:15
Senador da República, Jaques Wagner
Foto: Ag Senado

O prefeito de Conceição do Coité, Marcelo Araújo (União Brasil), se manifestou após a repercussão da compra do apartamento que pertenceu ao senador Jaques Wagner (PT), localizado no Corredor da Vitória, em Salvador. O imóvel teve a transferência bloqueada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da investigação que apura supostas irregularidades relacionadas ao Caso Master.

Avaliado em mais de R$ 10 milhões, o apartamento possui 152 metros quadrados e quatro suítes. Segundo o prefeito, o valor da compra foi quitado integralmente antes da decisão judicial. A escritura havia sido apresentada ao Cartório do 1º Ofício de Registro de Imóveis de Salvador para conclusão da transferência quando o bloqueio foi determinado.

Em nota divulgada nas redes sociais, Marcelo Araújo afirmou que o imóvel foi adquirido pela empresa MSMG Patrimonial Ltda., da qual é sócio-administrador, em um "negócio jurídico privado e transparente". De acordo com o comunicado, os pagamentos foram realizados entre dezembro de 2025 e abril de 2026, seguindo todos os trâmites legais.

"O preço foi pago de forma integral e antecipada, exclusivamente por meio de transferências bancárias oficiais, nominais e rastreáveis, realizadas entre a conta da empresa e a conta dos vendedores indicada no contrato. Não houve qualquer pagamento em espécie, por interposta pessoa ou por meio não bancarizado", afirma a nota.

O prefeito também informou que todos os tributos municipais referentes à transmissão do imóvel foram recolhidos e que a documentação comprobatória dos pagamentos foi apresentada ao cartório responsável pelo registro.

Ainda segundo a manifestação, durante toda a negociação não havia qualquer restrição ou gravame registrado sobre o imóvel ou sobre os vendedores.

"Em nenhum momento da negociação, dos pagamentos, da lavratura da escritura ou da apresentação do título para registro existia qualquer restrição, gravame ou anotação em qualquer cadastro público sobre o imóvel ou sobre os vendedores. A MSMG Patrimonial Ltda. e seu sócio-administrador não são investigados e não são partes do referido processo", conclui a nota.

A decisão do STF impede, por enquanto, a conclusão da transferência da propriedade até o andamento das investigações relacionadas ao caso. Até o momento, Marcelo Araújo não figura como investigado na apuração.