Por outro lado, o ministro da Fazenda, Arcadi España, criticou o fato de a "única proposta" apresentada pelo PP para resolver a crise migratória — devolver todos os que cruzaram a fronteira, inclusive crianças — ser "ilegal, e eles sabem disso". Nesta quinta-feira, o presidente da Andaluzia, Juan Manuel Moreno, viaja para a cidade, ao passo que o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, não comparecerá ao Senado, para onde o PP o convocou pela segunda vez.
(EL FARO) É o ponto final de uma história. A história do assentamento do Trampolín. A história de uma imagem típica do terceiro mundo, mas que acontece em Ceuta em pleno 2026.
Hoje, 20 de agosto, chegou-se ao desfecho daquilo que começou a crescer no início do mês, após a entrada em massa de milhares de imigrantes na sequência da chantagem contra a Espanha — à custa de Ceuta — perpetrada pelo Marrocos.
Quantas pessoas há no Trampolín? Não há consenso. Distribuem-se 4.000 refeições, mas a polícia acredita que pode haver mais mil pessoas compondo um contingente variável que não permanece fixo na região.
Hoje, escreveu-se o fim dessa fileira de barracos. Ficam para trás registros fotográficos de locais que haviam sido organizados, inclusive uma espécie de mesquita. Havia sido construída, em pleno Trampolín, uma pequena cidade onde, entre as barracas, ofereciam-se produtos a preços variados.
Os espaços disponibilizados pelo Ministério
Várias pessoas já chegaram a Loma Margarita, "escoltadas" pela polícia. Elas permanecerão nos espaços que o Ministério da Defesa estava construindo como parte da Base Única.
Ontem à tarde, a ministra de Inclusão, Seguridade Social e Migrações, Elma Saiz, autorizou a ocupação desses locais, bem como das tendas situadas em Loma Colmenar. A administração central afirma que as tendas não foram derrubadas pelo vento, mas sim desmontadas pela própria equipe para evitar incidentes, havendo, portanto, versões conflitantes. O fato é que, nesta manhã, preparava-se a remontagem das estruturas, ocupando parte da área de concentração.
O governo central insiste que se trata de recursos temporais
O governo central insiste que são recursos temporais de acolhimento, os quais serão ampliados progressivamente à medida que forem concluídas as obras de adequação dos demais locais previstos.
O objetivo é retirar das ruas tanto as pessoas que circulam pela região de Loma Colmenar — conforme prometido aos moradores — quanto aquelas que estão na área do "Trampolín", oferecendo-lhes uma alternativa de alojamento e acolhimento que evite que continuem passando a noite em vias públicas ou na própria praia.