Salvador

CALCADÃO DA BARRA VIRA AV 7 COM VENDA DE COMIDAS E FILAS DE CADEIRAS

Não é à toa que tem uma música que diz: só se vê na Bahia, só se vê na Bahia
Tasso Franco ,  Salvador | 17/05/2026 às 18:34
Era só o que faltava mas já chegou comidas pf com direito a cadeira
Foto: BJÁ
   

  Tudo em Salvador começa bem ou razoavelmente organizado como foi o Calçadão da Barra mas vira babel, casa de mãe Joana, seja lá o que designação for, menos algum sinal de civilidade. Agora, o calçadão está virando uma Avenida Sete ou Joana Angélica com tendas que vendem comida no modelo pf, churrasco e outros, inclusive com direito a cadeiras na balaustrada e o que mais for incluindo cervejas, pingas, botijões de gás e outras.

  Ora essa é uma área de contemplação da cidade, de andar pelo calçadão - o próprio nome diz, calçada larga e plana sinalizada com faixas para bikes - e não deveria virar uma feira de São Joaquim ou áreas da Avenida Sete que tem inúmeras dessas tendas. É muito triste, mas, paciência, estamos em ano eleitoral onde tudo pode em nome da pobreza.

  Contamos, hoje, 30 quiosques e vendedores de óculos, artesanato, coco, cachaça, cocadas, cervejas, doces, caldo de cana, cigarros, limonadas, quebra-queixo, bolsas, batatas fritas, baianas do acarajé, água, etc, no Calçadão.

   Chegou a um ponto como se pode ver na foto que as pessoas que estão passeando, contemplando o mar, indo à praia, têm que andar pela rua e não pelo calçadão. Ou seja, o calçadão – esta era a sua função principal pelo menos o dito quando foi inaugurado que seria uma área de contemplação e lazer – virou um camelódromo a céu aberto, desorganizado e anti-higiênico.

   Conheço várias cidades mundiais e em nenhuma delas acontece isso. Não precisa ir muito longe: aqui ao lado, Aracaju é um exemplo. É só dar uma caminhada na praia de Atalaia pra ver. (TF)