Uma saída que emociona os integrantes do bloco e alguns turistas
Tasso Franco , da redação em Salvador |
14/02/2026 às 10:40
Olodum em frente a Casa do Olodum, Pelourinho
Foto: BJÁ
O Bloco Olodum iniciou sua trajetória, ontem, em frente a Casa do Olodum, no Maciel com homenagem ao Benin e as máscaras africanas. Muita gente acompanhou o 46º desfile da agremiação no Centro Histórico de Salvador.
Para além da música, o Olodum se apresentou para os foliões com uma ala de frente que remete aos Egunguns - espíritos ancestrais masculinos que retornam à terra para abençoar, aconselhar e proteger os vivos. O coreógrafo Wagner Santana, responsável pelo grupo de 40 dançarinos, desde 2024, disse que fez uma viagem cultural e religiosa ao Benin, a fim de mergulhar no conceito.
“A inspiração foi ter que viajar à África com o meu outro trabalho, o Balé Folclórico da Bahia. Eu assisti aos rituais de Bàbá Egún lá no Benin, o que trouxe para mim referências que eu jamais tinha conhecido. Esse ano está sendo um pouco mais importante porque fala muito da minha religião. Eu sou candomblecista, sou uma pessoa que sou preta, de Oxum. Falar de Egunguns, de máscaras africanas, de beleza, de magia, tudo isso é muito importante para mim”, compartilhou Santana.
Criado em 1979, como uma forma de dar voz à comunidade do Pelourinho, o Olodum seguiu eternizado na história da cultura baiana e brasileira. O vocalista da banda Lucas Di Fiori, que iniciou na instituição com nove anos, na banda mirim, foi um dos vocais. Caetano Veloso e João Gomes estiveram presentes na sacada da Casa do Olodum.