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Zé de Jesus Barrêto

VITÓRIA GOLEIA, JACUIPENSE VENCE O BAHIA E SAEM NA FRENTE SEMIFINAIS

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01/03/2025 às 14:04
 Com superioridade, sabendo jogar no campo adversário, num gramado enlameado, o Vitória goleou o Atlético de Alagoinhas no Carneirão e, praticamente, está mais uma vez nas finais do campeonato baiano, disputando um bicampeonato – foi campeão em 2024, é o atual campeão baiano. Melhor, o time de Carpini continua invicto, não perde há 20 jogos e tem o melhor ataque da competição. O Carcará, para chegar na final, teria de vencer o Leão no Barradão, sábado próximo, com uma diferença de mais de 4 gols. Improvável.     

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 Bahia 1 x 2 Jacuipense

 De virada, num segundo tempo vibrante, o ‘Leão do Sisal’ venceu com competência o Bahia, e saiu na frente da outra semifinal, credenciando-se assim, de vera, a uma possível final, a disputa do título de Campeão Baiano 2025. A equipe de Riachão do Jacuípe continua invicta na competição. Se foi envolvida coletivamente pelo Tricolor, na primeira etapa – quando levou um gol e só se defendeu – fez uma segunda etapa incrível, empatando e virando a partida em 10 minutos. Daí por diante, foi retranca total, raça, bico pra todo lado, defendendo-se com bravura, suportando a pressão tricolor até o final, garantindo um triunfo que pouca gente esperava.

Para ir à final e disputar o título, o Bahia precisa vencer bem, com diferença mínima de dois gols, o jogo de volta, decisivo, no Joia da Princesa, em Feira de Santana. O Jacupa é um time tinhoso e está invicto na competição. Não vai se parada fácil.  

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No Carneirão, deu Leão  

- Dia chuvoso em Alagoinhas, gramado pesado, nalguns pontos encharcado, poças,  e arquibancadas com bom público, a torcida rubro-negra marcando presença, na noite do dia 1º de março, pleno Carnaval...

- Uniformes: o Carcará de Alagoinhas com sua camisa tri-colorida em listras verticais – vermelho, preto e branco; o Vitória com seu padrão branco.  

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Com bola rolando...

Ao seu estilo, relvado sem condições de a bola rolar bem, o Vitória desde o começo foi pra cima, alçando bolas na área adversária, buscando e ganhando o corpo-a-corpo, usando a velocidade, os passes longos...

- E logo aos 7 minutos, marcou -Janderson dividindo com o goleiro Giovani, no chão, e bicando pra rede, mas o VAR foi acionado. O árbitro conferiu o vídeo e viu falta no goleiro, que reboteou um chute cruzado de Lucas Braga, por baixo, da esquerda. Gol anulado, pois. O Leão continuou em cima, forçando e não demorou...

- Gol! 1 x 0, escanteio pela direita, Wellington Rato alçou e Halter desviou de cabeça, antecipando-se à zaga e abrindo o placar aos 13min. A jogadinha bem ensaiada que, muito frequentemente resulta em gol. Uma cartada do time de Carpini.

 Um Vitória dominante, sufocando, dono da bola. Aos 19’, W Rato disparou de longe, defesa plástica de Giovani. Só depois dos 20mn o Atlético conseguiu sair do sufoco e equilibrar as ações, buscando também o ataque. Aos 31’, a primeira grande defesa de Lucas Arcanjo, catando rodapé um chute colocado de Kauã. O Leão arrefeceu o ímpeto inicial, já não agredia tanto.

 - Aos 36’, Anderson avançou pela esquerda, levou a marcação e arrematou forte, a bola tiro tinta do poste de Lucas Arcanjo.

- Gol! 2 X 0 Vitória. Lançamento longo do goleiro Lucas Arcanjo, pegando a defesa do Atlético aberta, desatenta. Janderson recebeu, avançou e achou Lucas Braga livre na grande área inimiga, pelo meio; o chute de canhota saiu certeiro, ampliando no final da primeira etapa, aos 48min.

  O rubro-negro foi muito superior até os 20 minutos, quando amassou o adversário e marcou o primeiro. Daí, diminuiu o ritmo e o Carcará até equilibrou, mas não marcou. No final, num contragolpe urdido pelo goleiro Arcanjo, o Leão fez o segundo, que lhe dá boa vantagem para administrar bem o segundo tempo.

   Segunda etapa – Antes do recomeço, uma confusão entre atletas e componenetes da comissão técnica do time da casa, com troca de socos e a expulsão, pelo árbitro, do jogador (reserva) Luciano. Agnaldo Liz lançou mais um atacante e retornou com uma postura mais ofensiva, tentando diminuir o prejuízo.    

   Um outro panorama, com m jogo mais franco, parelho. O Leão na moita, sem se arriscar, apostando num contragolpe, uma bola parada. O Carcará tentando, mas sem conseguir finalizar. Aos 10’, Janderson foi lançado em profundidade, dividiu com o goleiro, caiu, os rubro-negros pediram pênalti, o VAR foi acionado e nada foi marcado. Entendeu que o atacante se atirou, cavando a penalidade.

   Passados os 15 minutos de afã dos atleticanos, sem resultado, pouco criando, o Vitória voltou a mandar no jogo, controlando bem as ações, voltando a atacar, sem pressa. Daí...

- Gol! 3 x 0 Vitória. Jamerson, batendo com categoria uma falta das imediações da meia lua, sem defesa, bela cobrança. Aos 21.

 Aos 23’, Kauã entrou livre pela esquerda, mas foi acossado por Neris na área, na hora do arremate, e perdeu a chance de diminuir.

- Aos 31’, Mosquito foi infantilmente derrubado na área por João Pedro, o árbitro em cima marcou o pênalti.

- Gol! 4 x 0 Vitória. O mesmo Gustavo Mosquito bateu a penalidade, o goleiro rebateu mas Mosquito completou o rebote, ampliando, estabelecendo a goleada.      

 

 

Ficha técnica

- Atlético de Alagoinhas: Giovani; Jefferson, Lucas Anderson e Matheus; Esquerdinha, Felipe, Lucas Lucena e Menezes; Kauã e Michael (Dávison, Leílson, J Pedro, F. Luiz, Rikelme). Técnico: Agnaldo Liz. 

 - Vitória: Lucas Arcanjo; Cáceres, Neris, Lucas Halter e Jamerson; Baralhas, Willian Oliveira e Wellington Rato; Gustavo Mosquito, Lucas Braga e Janderson (Edu, Osvaldo, Carlos Eduardo, Ryller, Cabrobó) . Técnico: Thiago Carpini. 

- No apito, Wagner Francisco Silva Souza. 
 

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- O Leão volta a jogar no Barradão na quarta-feira, dia 5, contra o Altos/PI, valendo pelo Nordestão. O Rubro-negro lidera o grupo A.

- A diretoria do Vitória anunciou outra contratação, mais um reforço: É o meia-apoiador Pepê, de 27 anos, vindo do Grêmio. E busca, ainda, um camisa 9.

 

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Na Fonte Nova, deu Jacuipense

 

- Tarde de sábado, tempo instável, a cidade pulsando Carnaval. Por conta disso, grana curta, mais de 20 mil pessoas nas arquibancadas, nesse primeiro confronto das semifinais do Campeonato Baiano. O jogo de volta, que define a classificação, uma vaga na final, acontecerá no Joia da Princesa, em Feira de Santana, sem data definida. Um Tricolor embalado, sob o comando de Ceni e o triunfo sobre The Strongest da Bolívia, pela Libertadores; O Jacupa ainda invicto no Baianão.

- A equipe alternativa do Bahia, escalada por Ceni, em campo com uma vistosa camiseta azul (timbaleira), calções brancos; o Jacuipense de camisas brancas, com calções escuros/grená.  

 

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Com bola rolando ...

- O Tricolor tentando por a bola no chão, trocar passes e o Jacuipense marcando apertado, dificultando, mascando, encerando, fechadinho atrás.  Aos 9’, a primeira finalização do Bahia, num chute de William José que passou perto do travessão de Marcelo. As ações nas proximidades da área do Jacupa, parecia um ataque contra defesa.

- Aos 19’, Cauly tentou de longe, colocado, raspou o ângulo de Marcelo, batido. Passou dos 20’ e o time visitante não conseguia passar do meio de campo. Aos 21’, chute longo de Rezende, desviou na zaga. Aos poucos, o Jacuipense foi se soltando, já saindo de trás, equilibrando mais as ações.

 - Gol! 1 x 0, Acevedo. Foi levando, levando e disparou uma bomba rasante e cruzada da entrada da área, acertando o canto. Aos 34 min.

  - O restante da primeira etapa foi de entradas duras dos jacuipenses, o ritmo travado por uma arbitragem ruim, sem condições. O Bahia mereceu o placar, teve mais a bola, tramou mais coletivamente e jogou a maior parte do tempo no campo adversário. Pecou nos últimos passes, os decisivos, e nas finalizações. O ‘Leão do Sisal’ veio na intenção de um empate.  Mas, placar murcho, a partida não estava definida.

 

Segundo ato – Ceni pôs Pulga, tirou Borduchi, que não jogou bem. Daí, logo que recomeçou...

- Gol! 1 x 1, Jacuipense! Álison, na primeira vez que tocou na bola. Recebu na direita, tirou a marcação e bateu cruzado. Danilo Fernandes aceitou. Tudo o que o Jacupa mais queria, achou.   

 Dois minutos depois, num contragolpe pela direita, novamente Alisson levou a marcação e arrematou com muito perigo, quase desempatou. O jogo ficou aberto, franco. E pegado, melado, catimbado. Outro panorama. O Bahia foi pra cima, meio desorganizadamente. O jacuipense ofensivo, surpreendendo, ganhando as divididas, com mais apetite.

- Gol! 2 x1 Jacuipense. Vinícius Amaral. A defesa tricolor desarrumada, pedindo impedimento, o atacante recebeu pelo meio, girou e bateu seco, no canto, virando o placar. Aos 9 minutos.

 Aos 12’, Michel Araújo acertou a trave de Marcelo, num cruzamento. O Jcupa ensebando, batendo, enervando, não queria mais jogo. Soube se defender e ‘furar a bola’, não deixar o Bahia jogar. O Tricolor, emprraado pela torcida, lançou-se inteiro ao ataque, na doida.  Ceni lançou Everton Ribeiro, Lucho e Caio Alexandre; saíram Cauly, Michel Araújo e Nestor. Pouco adiantou.

- Aos 20’, numa bola alçada, Erick e Rezende quase empataram, boas intervenções de Marcelo – que caiu, ganhando tempo. Aos 34’, Erick, de cabeça, a bola raspou o poste de Marcelo. Pressão total. A defesa jacuipense tirando tudo aos chutões, no cai-cai. O treinador Rodrigo Ribeiro trocou três, mais marcadores e zagueiros, fechando a casinha, retranca total.

  A torcida inquieta, cobrando, o tempo passando. Ceni pôs mais um atacante, Kayki; saiu o lateral Árias. Um bombardeio. Lucho tentou de bico, Marcelo catou. O Bahia com pressa, o Jacupa inteiro na sua área, travando, resistindo. Aos 42’, após cobrança de falta, alçada, quase o jacupa ampliou; ótima defesa de Danilo Fernandes. Aos 46’, chutaço de Lucho, defesa de Marcelo. Pressão final, 8 min de acréscimos.  Aos 48’, Caio Alexandre desperdiçou; no contragolpe, Jefferson entrou livre, driblou Danilo Fernandes e chutou fora. 

Deu Jacuipense, que fez uma segunda etapa primorosa, estrategicamente. Surpreendeu. O torcedor vaiou no final.

 

 Destaques     

  No time vencedor, Álisson entrou no intervalo e foi decisivo, fez um e criou a chance do segundo. O zagueirão Everson, um monstro. O treinador Rodrigo Ribeiro,  que mudou tudo no intervalo, explorou o lado direito do ataque e virou o placar.

 No Bahia, o primeiro tempio de Acevedo, Erick, Cauly...  a segunda etapa foi um desastre, virou  um baba.  

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  Ficha técnica

- Bahia: Danilo Fernandes; Santi Arias, David, Rezende e Iago Borduchi (Pulga); Acevedo, Erick, Rodrigo Nestor e Cauly; Michel Araujo e Willian José. Técnico: Rogério Ceni.

- Jacuipense, o chamado ‘Leão do Sisal’: Marcelo; Vicente, Everson, Tiago e  Cazumba; Firmino, V. Amaral e Borges (Alison); Flavinho, Cesinha e Caíque. (Rend, Railon, jefferson, Hugo Moura) Técnico: Rodrigo Ribeiro.

- Soprador de apito, Josué Reis de Jesus Júnior. Inseguro, confuso e conversador, permissivo. Travou muito o jogo, a bola batia nele, trapalhão. Fraquíssimo, sem qualidade para apitar uma semifinal.      

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 - O Bahia volta a jogar na quinta-feira, dia 6, no Uruguai, pela segunda fase da pré-libertadores da América. O adversário é o Boston River. O jogo acontece às 21h30, no Estádio Centenário, em Montevideu.

O jogo de volta, da classificação, está marcado para o dia 13 de março, às 21h30, na Fonte Nova.

 -  O Tricolor anunciou, oficialmente, a contratação por empréstimo do goleiro Ronaldo, de 28 anos, baiano, que estava jogando no Atlético/GO. É o mesmo que começou a carreira e se destacou no rival, Vitória. Vem disputar posição com Marcos Felipe e Danilo Fernandes. Disse ele que torce pelo Bahia desde criancinha. Hum!