“Foram vários recursos pedindo fiscalização, graças a denúncias de moradores da área que temiam o pior, com base em fotos e vídeos comprovando irregularidades na montagem da passarela”, frisou Aladilce
Da Redação , Salvador |
27/02/2025 às 15:43
Passarela liga Morro Ipiranga ao camarote Glamour
Foto: BJÁ
A Justiça interditou a chamada “Passarela do Apartheid”, no circuito Barra-Ondina. A mobilização da sociedade diante dos riscos de uma tragédia no carnaval, por conta de irregularidades na montagem de uma passarela privada, exclusiva para o camarote Glamour, em frente ao Morro Ipiranga, foi o que levou, segundo a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), líder da bancada da oposição na Câmara, a ser decretado o embargo da estrutura.
“Foram vários recursos pedindo fiscalização, graças a denúncias de moradores da área que temiam o pior, com base em fotos e vídeos comprovando irregularidades na montagem da passarela”, frisou Aladilce, que desde o dia 19 de fevereiro alerta para o absurdo da passarela “segregacionista”, autorizada pela prefeitura. Ela requereu informações e fiscalização da Sedur, Secult, Coordenação do Carnaval, Corpo de Bombeiros e CREA, além de oficiar ao Ministério Público do Estado e entrar com Ação Popular no Tribunal de Justiça.
A interdição atendeu a Agravo de Instrumento interposto pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-BA). No despacho, o juiz justifica: "Notadamente no que concerne à segurança estrutural da edificação, revelam-se preocupantes os argumentos e documentos apresentados pelo agravante. Além da construção aparentar comprometer a circulação de pedestres e dificultar o acesso de serviços de emergência, como ambulâncias e o Corpo de Bombeiros em caso de necessidade, os registros fotográficos demonstram que parte significativa da passarela suspensa foi edificada sobre fundações rasas e aparentes, em solo de encosta íngreme, potencialmente sujeito a chuvas e deslizamentos".