Bienal da Bahia tem estande das obras sociais da Santa Dulce dos Pobres
Tasso Franco , da redação em Salvador |
16/04/2026 às 18:57
Ex-presidente do TJ, Maria do Socorro
Foto: TJ BA
MIUDINHAS GLOBAIS:
1. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a condenação da desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago e do juiz Sérgio Humberto Sampaio, além da absolvição do advogado Márcio Duarte Miranda, na fase final da primeira ação penal da Operação Faroeste.
2. Segundo as investigações, os magistrados são acusados de receber propina para favorecer partes envolvidas em uma disputa de terras na Bahia. Os pagamentos teriam sido realizados por meio de cheques, depósitos em dinheiro vivo, um relógio Rolex e até jantares em um restaurante japonês de Salvador.
3. Deflagrada pela Polícia Federal em 2019, a Operação Faroeste apura um esquema de venda de decisões judiciais relacionadas a conflitos fundiários no oeste baiano. O caso agora avança para a etapa final antes do julgamento no STJ.
4. Nas alegações finais, a subprocuradora-geral da República Luiza Frischeisen afirmou haver “provas robustas” para sustentar a condenação da desembargadora e do juiz. Em relação a Márcio Duarte Miranda, a PGR entendeu que não há elementos suficientes que comprovem a atuação dele como operador financeiro no esquema.
5. A defesa da desembargadora nega irregularidades e afirma que não houve comprovação de conduta ilícita, além de sustentar que novos fatos foram apresentados apenas nas alegações finais. Já a defesa do juiz não se manifestou. Após essa etapa, os advogados ainda terão prazo para apresentar suas manifestações, antes de o processo ser incluído na pauta de julgamento do STJ.
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6. A professora e médica Adélia Pinheiro se reuniu com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e com o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa, em agendas distintas, nesta quarta-feira (15), em Salvador, para tratar de investimentos do estado e da União em Ilhéus.
7. A Adélia, Rui Costa afirmou que o processo licitatório de nova obra viária no município, ligando a BR-415 à BA-262. “O contorno norte de Ilhéus, que nós colocamos no PAC, o DNIT está concluindo a licitação”, disse o ex-ministro. “São mais de R$ 90 milhões”, acrescentou.
8. O atendimento na Casa da Mulher Brasileira está passando por um processo de ampliação para o atendimento de meninas e mulheres vítimas de violência doméstica. As orientações sobre atendimento à meninas, dentre outras questões, foram discutidas, nessa segunda e terça-feira (14 e 15), em Brasília, durante o Encontro de Colegiados Gestores e Representantes dos Serviços das Casas da Mulher Brasileira, promovido pelo Ministério das Mulheres.
9. A coordenadora estadual da Casa da Mulher Brasileira, em Salvador, pela Secretaria das Mulheres do Estado (SPM), Ana Clara Auto, participou da oficina que validou essas novas diretrizes. “A atualização dessas diretrizes foi feita a partir de um diagnóstico realizado nas Casas da Mulher Brasileira pela ONU Mulheres, em parceria com a Coordenação-Geral de Fortalecimento da Rede de Atendimento da Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência Contra Mulheres, do Ministério das
10. Mulheres. Isto é necessário para a efetividade do serviço e para que se consiga reduzir o número de violências e, sobretudo, de feminicídio no país. Importante destacar que essas diretrizes servirão de norte para as novas Casas da Mulher Brasileira que serão instaladas na Bahia, em Irecê, Itabuna e Feira de Santana”, afirmou, ao enfatizar a importância deste diálogo, construção coletiva e alinhamento do Governo Federal com os estados e municípios, onde esses equipamentos estão implantados.
11. Segundo Estela Bezerra, secretária Nacional de Enfrentamento à Violência Contra Mulheres, os municípios com estrutura especializada, como Casa Abrigo, Casa da Mulher Brasileira, Delegacia da Mulher, Defensoria Pública da Mulher, apresentam taxas menores de feminicídio.
12. “No último relatório que foi divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, nós tivemos uma radiografia que nos coloca um desafio gigante. Dos 931 municípios, onde aconteceram os feminicídios no ano passado (2025), 50% deles ocorreram em municípios de até 100 mil habitantes. Muitos desses municípios não têm nenhum equipamento especializado de enfrentamento à violência, como delegacia especializada, por exemplo”, apresentou a secretária.
13. Uma das expectativas com as novas diretrizes das Casas da Mulher Brasileira, é a de que estes equipamentos possam conciliar ações de enfretamento à violência com iniciativas de fomento à autonomia econômica das mulheres, conforme pontuou Estela Bezerra.
14. “O trabalho que a gente faz já tem impacto, mas pode ter um impacto muito maior. O nosso desafio é de acolhimento, fluxo, atendimento adequado, mas temos a capacidade de fazer com que cada mulher que chegue à rede de atenção especializada consiga ter um plano de vida que permita que ela saia da situação de violência”, contextualizou Estela.
15. No próximo dia 23 de abril, o escritor e economista Armando Avena fará o lançamento do seu livro “A Modernidade Caiu na Rede: A arte, a cultura e a economia no mundo da inteligência artificial”, no Salvador Shopping, piso L1, na varanda do Amado Restaurante, a partir das 17 horas, com sessão de autógrafos.
16. A obra reúne uma série de textos lítero-sociais tendo como tema o domínio das redes sociais e da inteligência artificial. O autor faz uma indagação que perpassa o livro: Por que os homens aceitaram que um pequeno grupo de big techs se apropriasse do conhecimento acumulado da humanidade para lucrar com ele?
17. Em seu 12º livro, Armando Avena, que também é professor-doutor da Universidade Federal da Bahia e membro da Academia de Letras da Bahia, promete causar polêmica, pois sustenta que, da forma como foi imposta à sociedade, a inteligência artificial pode desestimular ou mesmo dar um fim à autoria.
18. Segundo Avena, algumas poucas empresas, chamadas de big techs, se apropriaram de todo o conhecimento humano acumulado durante séculos e o disponibilizam de acordo com os seus interesses financeiros e políticos. E isso tem impacto não só na produção de mercadorias, mas na produção social da arte e da cultura.
19. As obras literárias que narram a trajetória de amor e serviço de Santa Dulce dos Pobres estão presentes na edição deste ano da Bienal do Livro Bahia, que acontece até o dia 21 de abril no Centro de Convenções Salvador.
20. As Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) estão com um estande – localizado na Asa A, A09 – dedicado a diversas publicações que resgatam memórias importantes sobre a primeira santa nascida no Brasil. Entre os diversos títulos, estão o recém-lançado “A menina que virou santa”, publicação infantil escrita por Deíse Xavier Nobre e Lilian Nobre Britto Fischmann; o livro “Cartas de Santa Dulce: a face humana em todos nós”, que reúne manuscritos inéditos da religiosa baiana; e os volumes biográficos “Além Da Fé - A Vida De Irmã Dulce” e “A Última Porta – A Vida de Irmã Dulce - Parte 2”, resultados de pesquisa realizada pelo jornalista Valber Carvalho durante uma década.
21. As publicações terão 100% da renda obtida com as vendas destinada à instituição social fundada por Irmã Dulce – entidade que acolhe hoje mais de 3 milhões de pessoas por ano na Bahia, incluindo idosos, pacientes oncológicos, pessoas com deficiência e com deformidades craniofaciais, pessoas em situação de rua, usuários de substâncias psicoativas, crianças e adolescentes em situação de risco social, entre outros públicos.
22. Também estão disponíveis para venda na Bienal do Livro Bahia as obras “Irmã Dulce dos Pobres” e “Santa Dulce dos Pobres e sua Obra Viva”, escritos pela superintendente da OSID e sobrinha do Anjo Bom, Maria Rita Pontes; “O Médico e a Santa”, de Almério Machado, pneumologista que acompanhou a religiosa em virtude de sua saúde já fragilizada; “O anjo bom do Brasil”, do escritor italiano Gaetano Passarelli; “10 anos de aventuras”, do voluntário mirim da OSID, Gabriel Weber, e a Revistinha Santa Dulce.
23. “Santa Dulce dos Pobres viveu uma impressionante jornada de amor e serviço em favor dos mais necessitados, história que permanece viva através de obras literárias que nos inspiram a seguir nessa caminhada”, celebrou Maria Rita. No espaço temático da instituição, o público também poderá tirar fotos com a boneca Dulcinha, que estará presente durante todos os dias do evento, sempre a partir das 16h30.
24. Solidariedade – O estande das Obras Sociais Irmã Dulce permanecerá aberto durante toda a programação da Bienal do Livro Bahia para visitação e aquisição dos títulos. Aqueles que desejarem também poderão se cadastrar no programa Sócio-Protetor e contribuir mensalmente com a manutenção do legado da Mãe dos Pobres. Mais informações sobre como ajudar a instituição podem ser obtidas através do link doe.irmadulce.org.br.