Política

LULA ESPERA QUE SENADOR WAGNER LHE ENTREGUE POSTO DE LIDER DO GOVERNO

Lula pretende ir aos festejos folcloricos do 2 de Julho em Salvador, mas somente na Soledade
Tasso Franco , da redação em Salvador | 24/06/2026 às 10:31
Senador Jaques Wagner invesrigado pela PF
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 O presidente Lula e o senador Jaques Wagner (PT-BA) devem se reunir nesta quarta-feira para tratar da possível saída do parlamentar da liderança do governo no Senado, de acordo com aliados do chefe do Executivo. Wagner foi alvo de uma operação da Polícia Federal na semana passada e é investigado pelo suposto recebimento de "vantagens indevidas" em troca de uma atuação favorável ao Banco Master no Congresso, o que ele nega.

Lula espera que Wagner entregue o posto, de acordo com seu entorno próximo. O senador, no entanto, resiste a deixar o cargo. Há uma expectativa de que, caso Wagner demonstre relutância em sair, Lula apresente argumentos sobre a importância de o aliado fazer esse movimento a favor do governo e evitar desgaste eleitoral.

Para governistas, há necessidade de que Wagner saia para que se vire a página sobre o tema e o governo consiga "mudar de assunto". Também apontam riscos de a permanência contaminar o que o Palácio do Planalto vem preparando para Lula na próxima semana na Bahia.

O presidente irá ao estado participar das comemorações do 2 de Julho, data comemorativa da Independência da Bahia. Também está prevista a inauguração de um hospital em Alagoinhas (BA), a reinauguração do Teatro Castro Alves, na capital, e o lançamento do canteiro de obras da Ponte que vai ligar Salvador à Ilha de Itaparica.

No Palácio do Planalto, a permanência de Wagner é vista como insustentável, mesmo sentimento que se reflete em aliados próximos do senador na Bahia, onde o parlamentar esteve nos últimos dias.

Auxiliares apontam que a relação de amizade de 40 anos de Lula com o senador amplia o constrangimento para o presidente pedir que Wagner saia do cargo de confiança. Se a iniciativa partir do senador, evitaria o embaraço para o presidente.

Wagner é pré-candidato à reeleição. Na avaliação de seus aliados, sua saída da liderança do governo no Senado não traz impactos eleitorais locais para a candidatura, mas ajuda o governo a se afastar o escândalo do Master às vésperas do período eleitoral.

Também há temor de impacto negativo de Wagner na campanha à reeleição de Lula. A situação do senador foi discutida em uma reunião do núcleo de campanha na segunda-feira. A avaliação feita foi de que o PT deve manter apoio irrestrito às investigações da fraude bancária do banco de Daniel Vorcaro “alcance quem alcançar” e que as apurações devem continuar sem intervenção política.