Somente no pré-Carnaval a PM vai utilizar 1.300 policiais
Tasso Franco , Salvador |
23/02/2025 às 11:55
Portal na Ladeira José Sátiro que liga Chame-Chame a Barra
Foto: BJÁ
Os Portais de Abordagem para evitar que foliões em Salvador cheguem aoscircuitos da folia armados de revolveres, facas, espetos, tesouras e outros foram ativadas no último sábado (22), durante o Fuzuê, festa pré-carnavalesca no bairro da Barra, antecipando o esquema que será usado durante a folia de Momo.
Este ano, a capital baiana terá 47 estruturas — quatro a mais que no ano passado, quando 43 equipamentos faziam o controle de acesso dos foliões na festa. Eles estarão distribuídos nos principais circuitos do carnaval e têm papel fundamental na fiscalização, assegurando que itens proibidos não entrem nos espaços da folia.
De acordo com o tenente-coronel Edmilton, um dos coordenadores dos portais de abordagem, os equipamentos são peça importante para a segurança do evento, permitindo uma atuação mais eficaz dos policiais. “Nosso objetivo é garantir a tranquilidade dos policiais militares que estão trabalhando e fazer a proteção do folião. Nós fazemos isso retendo objetos que são proibidos, como pistolas d'água, tesourinha e cortadores de unha, canivetes e facas, que muitas vezes podem ser utilizados como arma”, afirmou.
Os eventos pré-carnavalescos, que ocorrem até a próxima quarta-feira (26), contam com a estrutura de segurança reforçada e a atuação de 1,3 mil policiais militares, de diversas unidades. Os agentes estão distribuídos nos circuitos e áreas adjacentes, como estações de transbordo e principais vias de tráfego. A tropa tem o apoio de viaturas, cavalos, aeronaves e drones.
“O policiamento começa pelas principais vias de acesso, aqui da região do Circuito Tapajós. As pessoas que vêm para esse local já começam a ver o policiamento de duas e quatro rodas, todos os acessos estão fechados por Portais de Abordagem, para evitar qualquer material que vá contra a integridade física das pessoas que estão dentro do evento”, explicou o coronel Ricardo Passos, comandante do CRPC Atlântico.